A Schaeffler em Portugal (antiga Rol), que chegou a ser líder na produção de rolamentos de elevada complexidade (chegando a fornecer a IBM e a Phillips), no ano passado viu encerrar a secção de torneamento e serem retiradas máquinas de elevada tecnologia, passando a assentar a sua produção fundamentalmente na rectificação de rolamentos vindos do México e China. Este processo levou à dispensa de dezenas de trabalhadores ligados às empresas temporárias e limitou a capacidade de produção da empresa. Mesmo tendo desmantelado a sua jóia da coroa o grupo acumulou elevados lucros no ultimo ano, que o levaram à aquisição da Continental Mabor, mau negócio, que deixou a empresa mãe em sérias dificuldades financeiras. Mas o suposto pagamento de prémios chorudos aos engenheiros da fábrica relativos ao ano de 2008, coloca a questão de se saber, afinal a crise é para quem? Depois de todos estes erros, vêm agora e mais uma vez querer resolver os problemas da empresa à custa dos trabalhadores. Começaram por dispensar os trabalhadores das empresas temporárias, seguiu-se os contratados tendo já sido despedidos cerca de 50. E agora começam a ser feitas propostas aos trabalhadores com mais de 57 anos, apenas com a carta para o fundo de desemprego sob pretexto de inadaptação tecnológica. Coisa estranha esta da inadaptação tecnológica, pois ainda em 2007, no âmbito de uma reestruturação e quando tiveram a necessidade de implementar o banco de horas a alguns trabalhadores, o Sr. Carlos Gouveia afirmava que um dos maiores trunfos da empresa era a mão-de-obra qualificada. A Comissão Concelhia de Caldas da Rainha do Partido Comunista Português alerta os trabalhadores para a mais que provável tentativa de liquidação de postos de trabalho por parte da administração, nomeadamente os que têm mais anos de casa a troco de nada; O facto de haver um compromisso entre a empresa mãe e os sindicatos de não despedir trabalhadores, poder dizer só respeito aos trabalhadores alemães. Pois como todos sabemos estamos na União Europeia, mas quando toca a dificuldades cada um que se desenrasque; Por ter sido criado o Schaeffler/Conti Group à qual a família Schaeffler vendeu as acções que possuía coloca a empresa portuguesa numa situação muito complicada e de grande indefinição; O facto de nenhum trabalhador ser obrigado a aceitar o gozo de férias antecipadas. Perante este quadro, cujo puzzle não está completo o PCP apela para a necessidade de os trabalhadores estarem unidos e solidários, para melhor defenderem os postos de trabalho, os seus direitos e os salários. É preciso que empresa clarifique e apresente um plano concreto de viabilidade que assegure a continuidade da empresa os postos de trabalho e os direitos aos trabalhadores. O Governo PS, não pode fingir que não vê e tem de assumir as suas responsabilidades no que respeita à defesa dos interesses dos trabalhadores e à manutenção desta importante unidade produtiva num concelho já tão flagelado e fragilizado socialmente. Ao governo é exigido uma intervenção directa junto da Administração da empresa, e do governo alemão no sentido de clarificar a situação e garantir os postos de trabalho. É necessário lutar agora, antes que seja tarde. A Comissão Concelhia das Caldas da Rainha do Partido Comunista Português
Comunicado do PCP aos trabalhadores da Schaeffler – ex-Rol
18 de Março, 2009
A Schaeffler em Portugal (antiga Rol), que chegou a ser líder na produção de rolamentos de elevada complexidade (chegando a fornecer a IBM e a Phillips), no ano passado viu encerrar a secção de torneamento e serem retiradas máquinas de elevada tecnologia, passando a assentar a sua produção fundamentalmente na rectificação de rolamentos vindos do […]
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