A deputada do CDS/PP na Assembleia da República eleita pelo círculo eleitoral de Leiria, Teresa Caeiro, reuniu-se na passada segunda-feira com a comissão de trabalhadores das Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, a pedido dos representantes dos funcionários da empresa cerâmica caldense, que tem um futuro incerto. Teresa Caeiro revelou que em Janeiro dirigiu uma pergunta ao Ministério da Economia para saber que medidas estavam a ser ponderadas para a viabilização desta empresa com tradição no sector cerâmico. “Embora o Ministério esteja obrigado a responder no prazo de 30 dias, ainda não o fez”, lamentou. Para a deputada, a cerâmica das Faianças Bordalo Pinheiro é “uma referência cultural do país, com 125 anos de história”. Por outro lado, apontou, “estamos a falar do rendimento de, entre trabalhadores e suas famílias, 400 pessoas”. A deputada, que já anteriormente tinha visitado a fábrica, disse que ficou agora a conhecer melhor a situação, apesar de não ter contactado com a administração, mas mostrando-se disponível se houver algum contacto nesse sentido. “Vou envidar todos os meus esforços para que seja encontrada uma solução. Exige-se empenho do Ministério da Economia para que se encontre um projecto de viabilização desta empresa, que não pode descurar os postos de trabalho”, declarou. Teresa Caeiro elogiou o “espírito construtivo” da comissão de trabalhadores, que “quer ser parte da solução e não do problema”. Sublinhou a necessidade da comissão não ser “desconsiderada pelos agentes da administração central e pela Câmara Municipal” e “ter de ser considerada como interlocutora para se encontrar uma solução”. A deputada vai dirigir novas perguntas ao Ministério da Economia e também à Câmara, neste caso para indagar “o que é que a Câmara fez nos últimos anos para divulgar e incentivar a indústria cerâmica”. Como medidas “para a sobrevivência das empresas”, a deputada defende que o Governo deve proceder à descida dos impostos (IRC e do IRS) “para injectar liquidez para inverter a espiral diabólica de não consumo e de falta de encomendas”. Defende também a suspensão do Pagamento por Conta e do Pagamento Especial por Conta. “É a antecipação que o Estado quer arrecadar sobre previsíveis receitas das empresas, mas se não estão a conseguir ter lucro, é uma tremenda injustiça estar a exigir que elas paguem antecipadamente ao Estado aquilo que provavelmente não vão receber”, sublinhou. A devolução do IVA ao fim de um mês e não após três meses, é outra medida exigida. “Há muitas empresas que têm dívidas ao Estado e à Segurança Social porque não receberam ainda o dinheiro”, afirmou. Fernando Costa acusado de “deslealdade” Carlos Elias, representante da comissão de trabalhadores, mostrou-se “satisfeito” com a reunião, aproveitando para criticar o presidente da Câmara das Caldas. “Com as declarações que fez há uns dias, no edifício da Câmara Municipal, demonstrou uma deslealdade para com os trabalhadores da Bordalo Pinheiro, no sentido de ter dito que não queria inviabilizar o negócio para o grupo económico que está interessado na compra da Bordalo Pinheiro, não informando directamente os trabalhadores, quando nós sempre lhe dissemos tudo o que iríamos fazer”, relatou. “Se calhar tentou tirar-nos o tapete, por não nos informar como era obrigação dele”, acusou Carlos Elias, que receia que o salário do mês de Março não venha a ser pago, por ter passado a fase de grande procura de peças da fábrica. Francisco Gomes Legenda: Manuel Isaac, presidente da concelhia, a deputada Teresa Caeiro e Carlos Elias
Deputada do CDS/PP ouve pedidos de ajuda dos trabalhadores da Bordalo Pinheiro
18 de Março, 2009
A deputada do CDS/PP na Assembleia da República eleita pelo círculo eleitoral de Leiria, Teresa Caeiro, reuniu-se na passada segunda-feira com a comissão de trabalhadores das Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, a pedido dos representantes dos funcionários da empresa cerâmica caldense, que tem um futuro incerto. Teresa Caeiro revelou que em Janeiro dirigiu uma pergunta ao […]
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