Veio através deste jornal a senhora Maria Fernanda Barroca demonstrar a sua indignação pelo facto das filhas de Obama terem optado por uma prestigiosa e muito cara Escola Privada – Sidwell. Uma pessoa que tem uma opinião pública desta forma, com o devido respeito, só demonstra ser uma pessoa muito mal informada nesta matéria e que não acompanhou minimamente a candidatura de Obama. Eu que sou totalmente a favor da igualdade, compreendo perfeitamente que nestas circunstâncias tudo é diferente e nem sequer se pode comparar o incomparável. Estamos a falar, não só do alto nível de escola para onde as filhas do casal Obama vão estudar, mas também, da sua alta segurança com que têm de conviver. Esta é que é a realidade e a senhora desconhece ou esqueceu-se de referir, que para além do elevado nível da escola onde as filhas do casal Obama vão estudar, têm a tempo inteiro e permanente, uma segurança que nem imagina o quanto isso custa. Afinal, porque os protocolos assim o exigem, mas para além disso, é um direito que lhes assiste e certamente se a senhora estivesse em igual circunstância, também optaria pela melhor segurança dos seus. Os meus pais e os meus professores ensinaram-me sempre logo de pequenino, que quando os outros estão bem, nós devemos é lutar por conseguirmos estar tão bem como eles e não o vice-versa. A senhora demonstrou bem neste artigo que desconhece o significado da palavra igualdade e em que circunstância a deve exigir. Lá diz o velho ditado “Nem tudo o que parece é…”. Vitor Dinis
Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós
Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.



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