Almoço com 13 pessoas à mesa para falar de superstições Será sorte ou Azar? Foi uma questão discutida na passada sexta-feira, dia 13 de Fevereiro, num almoço nas Caldas da Rainha que reuniu treze pessoas às 13h13m13s num restaurante com o número treze. Para quem acredita em superstições, 13 é número de azar e pior ainda quando se cruza no calendário com a sexta-feira. A superstição ainda continua a ter algum peso nas pessoas e a sexta-feira 13 continua a não passar despercebida no calendário. As explicações para o simbolismo da data são muitas e se alguns temem a chegada deste dia, outros preferem celebrá-lo. Foi o que fez João Carlos Costa, responsável pela Rádio 94.8 FM, que convidou 13 pessoas de várias profissões para um almoço na Padaria Ramalhosa IV, situada na Rua de Camões, com o número 13. A iniciativa surgiu no âmbito de alguns trabalhos que estão a ser feitos na rádio, relacionados com o esoterismo e ciências ocultas. “No ano passado fizemos uma série de entrevistas a cartomantes, videntes e pessoas ligadas ao espiritismo, e foi um programa que teve muito sucesso”, explicou. Segundo apontou, ainda há quem seja supersticioso. “Há pessoas que pensam que participar num jantar com 13 pessoas traz má sorte”, disse, referindo que teve algumas pessoas a recusar participar no almoço por ser naquela data. “Para quem acredita em superstições, 13 é número de azar e pior ainda quando se cruza no calendário com a sexta-feira. Ainda há quem planeie as actividades para esse dia”, adiantou. De acordo com o director da rádio, também há quem não considere a sexta-feira 13 com um dia de azar. “Não sabemos se vai dar sorte ou azar mas a verdade é que jogámos todos no Euromilhões, totoloto e totobola”, sublinhou. Segundo João Carlos Costa, a ideia de que reunir 13 pessoas para celebrar a sexta-feira 13 é para continuar. Em 2009 vai haver o segundo e o terceiro encontro com novos convidados, porque há mais duas sextas-feiras 13: em Março e em Novembro. A empresária Fernanda Teles foi uma das convidadas para o primeiro almoço. “Achei a iniciativa engraçada, acho que deve continuar”, disse, adiantando que “acredito que existe o azar e a sorte”. Referiu que lida muito com artistas, nomeadamente toureiros e futebolistas, que são muito supersticiosos. “Muitas pessoas evitam viajar nesse dia; o 13 em hotéis é muito difícil de alugar”, apontou. Há quem diga que o gato preto dá azar, mas para Fernanda Teles dá sorte. “Quando vejo um gato preto sei que vou fazer um negócio ou que vou receber dinheiro, eu herdei esta superstição do meu avô”, contou. “O azar na vida está garantido, nós só temos de lutar a favor da sorte e contra o azar”, sublinhou. Para a fadista Margarida Santos, há pessoas com mais sorte e há pessoas com mais azar. “Já tive muitos azares na vida mas também já me aconteceram coisas boas”, disse, considerando que as pessoas têm de “lutar pela sorte”. “Não sou muito supersticiosa mas respeito. Por exemplo, quando vejo varejas à minha volta é sinal de morte, já sei que vai morrer algum familiar ou um amigo”, referiu. Para Rodrigo Menezes, cabeleireiro (Atelier do Cabelo), o almoço foi engraçado. “É uma forma de abordar temas que são evitados, muitas pessoas dizem que não são supersticiosas e depois evitam abrir um chapéu-de-chuva dentro de casa ou passar por debaixo de um escadote”, apontou. Rodrigo Menezes até se considera uma pessoa de sorte, apesar de na semana passada ter visto um dos seus salões incendiados. “No meio das situações complicadas que aparecem consigo dar a volta ou aparecem sempre pessoas que me querem ajudar”, explicou. Para o proprietário do cabeleireiro, “as pessoas positivas normalmente são trabalhadoras e aí a sorte vem bater à porta”, acrescentou. Marlene Sousa
Sexta-feira, 13
20 de Fevereiro, 2009
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