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Assembleia-geral aprova plano e orçamento dos Bombeiros para 2009

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O Plano e Orçamento para 2009 da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha, no valor de quase dois milhões de euros, foram aprovados por unanimidade dos sócios presentes na assembleia-geral. Aliás, a fraca afluência foi comentada pelo presidente da mesa da Assembleia Geral, ao afirmar que é pena ter estado pouca gente. […]
Assembleia-geral aprova plano e orçamento dos Bombeiros para 2009

O Plano e Orçamento para 2009 da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha, no valor de quase dois milhões de euros, foram aprovados por unanimidade dos sócios presentes na assembleia-geral. Aliás, a fraca afluência foi comentada pelo presidente da mesa da Assembleia Geral, ao afirmar que é pena ter estado pouca gente. Na votação do orçamento para 2009, onde estão previstos 1.925.400,00 euros votaram 12 pessoas, entre sócios e bombeiros, nove elementos da direcção, um elemento do comando e um funcionário administrativo. Já na votação unânime do relatório de contas de 2008 compareceram mais duas pessoas, dois bombeiros funcionários da instituição, um número que fica aquém das expectativas numa associação com quase 20 mil sócios. O orçamento apresentado por Abílio Camacho tem a intenção de fazer apoio domiciliário a pessoas com parcos recursos económicos. “É uma ideia minha e que ainda não foi apresentada à direcção, mas que consiste num protocolo entre nós, o Hospital e o Centro de Saúde, em que iremos fazer o penso às pessoas que não têm possibilidades económicas. Temos aqui três enfermeiros no quadro e poderemos fazer este serviço que não é para tirar o lugar a ninguém, é apenas um complemento às pessoas que não têm dinheiro, estão com dificuldades, não têm ninguém e nós vamos a casa fazer o penso graciosamente”, adiantou Abílio Camacho. O presidente da instituição centenária disse ainda que esta iniciativa só irá para a frente se houver o protocolo e se for feito um levantamento de todas as situações graves, porque não se quer substituir ao Hospital ou ao Centro de Saúde. A outra novidade do orçamento para 2009 é a verba atribuída ao pagamento dos 52 funcionários. Esta parte do orçamento é fruto da negociação resultante de um diferendo judicial e que Abílio Camacho confessa que faria o mesmo tipo de negociação, mesmo que isso signifique aumentos de ordenado em 300 euros em vez de pagar os 700 mil euros reclamados na altura pelos 17 funcionários. “Não tinha outra alternativa” declarou, assumindo que a actualmente a direcção tem tudo controlado. “Alguns têm o ordenado exorbitante e outros acima da média, mas é fruto do problema que havia”, acrescentou. Abílio Camacho considera que os ordenados altos dos bombeiros do quartel podem ser controlados por esta direcção ou pelas seguintes e que o actual orçamento já prevê receitas vindas do parque de estacionamento, de festas de emigrantes no Canadá e nos Estados Unidos, do Cortejo de Oferendas e da piscina. Por último, Abílio Camacho não quis comentar o novo estatuto do bombeiro, uma vez que ainda não está regulamentado, mas segundo o decreto-lei, todos os bombeiros, irão receber o mesmo ordenado, logo os actuais funcionários do quartel das Caldas poderão ver reduzidos substancialmente o seu vencimento, algo que irá levantar mais um problema pelas regalias já adquiridas. Este problema pode começar já, uma vez que na equipa de intervenção permanente a criar nos bombeiros das Caldas, cada elemento irá receber um vencimento de 600 euros mensais e o chefe do grupo tem um ordenado de 750 euros. Sabe o JORNAL das CALDAS que para precaver situações idênticas às anteriores e que motivaram esta discrepância de vencimentos a direcção colocou uma cláusula na assinatura do protocolo no Governo Civil de Leiria, onde não assume horas extraordinárias. Quanto aos objectivos do plano e orçamento para 2009, a direcção prevê a realização do concurso nacional de manobras, a aquisição de duas ambulâncias de transporte de doentes, uma ambulância com duas macas para transporte de doentes, uma ambulância de socorro, entre muitas outras aquisições e manutenções. A direcção liderada por Abílio Camacho quer ainda continuar a negociar com a autarquia para a exploração de mais parques de estacionamento, para ter mais receitas, uma vez que segundo o relatório do conselho fiscal, o resultado líquido do exercício é negativo, no valor de 13.774,90 euros. Carlos Barroso

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