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Novo partido político

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Movimento Mérito e Sociedade apresenta-se nas Caldas Convicção nas ideias que tem para mudar Portugal não faltou ao líder do Movimento de Mérito e Sociedade (MMS), que anda a percorrer o país com o objectivo de dar mais visibilidade ao novo partido político partido. “Estamos numa fase de fazer passar a mensagem pelo país que […]
Novo partido político

Movimento Mérito e Sociedade apresenta-se nas Caldas Convicção nas ideias que tem para mudar Portugal não faltou ao líder do Movimento de Mérito e Sociedade (MMS), que anda a percorrer o país com o objectivo de dar mais visibilidade ao novo partido político partido. “Estamos numa fase de fazer passar a mensagem pelo país que é possível fazer política de uma forma diferente. Temos a propor um conjunto de alterações essenciais para alterar o estado do país”, disse o presidente do MMS, Eduardo Correia, professor Universitário no ISCTE, de 44 anos, que esteve no dia 10 de Fevereiro nas Caldas da Rainha, numa apresentação do partido à comunicação social local. Eduardo Correia iniciou-se na política através do lançamento do livro “Manifesto Mérito e Sociedade”, que escreveu em 2006. A 29 de Abril do ano passado entregou no Tribunal Constitucional mais de 8 mil assinaturas à constituição do MMS. O objectivo passa por desenhar “uma nova arquitectura de governação” que não se enquadra nos “conceitos de direita e esquerda, hoje completamente ultrapassados”, mas, sim, numa “revolução inteligente, pela democracia”. Segundo o professor, o MMS apresenta-se como um partido que “tem como base de toda a acção governativa quatro valores fundamentais: o rigor, a transparência, o mérito e a responsabilidade”. O MMS pretende ser uma opção de voto para os portugueses já nas próximas eleições legislativas e europeias. Segundo o líder, a lista para o Parlamento Europeu já está praticamente elaborada e será maioritariamente feminina, mas escusou-se a adiantar nomes, afirmando que serão apresentados oficialmente numa data a anunciar. Uma candidatura às autárquicas está posta de lado, mas, segundo Eduardo Correia, “apoiará qualquer grupo de pessoas que se queiram candidatar às autárquicas, desde que tenham um projecto para o local”. Referiu que já tem “pessoas a trabalhar em Peniche e Torres Vedras” e pretende agora captar o eleitorado de Caldas da Rainha. O eixo ideológico do MMS é a “qualidade de vida das pessoas”. “O importante é meter a economia, a justiça e a educação a funcionar”, disse, acrescentando que “Portugal tem que ser uma equipa inteira, como mostrou ser no 25 de Abril”. “Portugal deve desenvolver um modelo social de verdadeira protecção dos mais desfavorecidos, criando, por outro lado, mecanismos de igualdade de oportunidades e de incentivos sociais que apostem no desenvolvimento responsável dos cidadãos e não na inactividade dos mesmos”, disse o responsável político, acrescentando que “o Governo deve promover a igualdade de acesso à saúde a todos os cidadãos, promovendo cuidados de saúde gratuitos acessíveis a todos os portugueses, sejam eles residentes no litoral e junto das grandes cidades, sejam eles residentes no interior”. Quanto à educação, o líder do MMS referiu que “a escolaridade obrigatória deve ser elevada para o 12º ano e introduzindo no currículo escolar disciplinas de formação cívica e de trabalho”. Eduardo Correia propõe ainda uma alteração no sistema judicial, no sentido de o tornar mais rápido e eficiente e menos formal e burocrático. “O direito criminal deve estar centrado na vítima e não no arguido, adoptando uma nova política criminal, com forte repressão à criminalidade violenta, bem como a modernização e estimulação das nossas polícias”, apontou, propondo que “sejam os presos a sustentar o sistema prisional, funcionando o trabalho como uma das principais formas do preso obter a reabilitação”. Eduardo Correia considera “inadmissível” a discussão sobre investimentos de milhões e milhões de euros em algumas infra-estruturas, como o TVG, quando, por exemplo, “ainda há escolas e centros de saúde degradados e quando temos famílias e idosos a viver com 300 euros por mês”. O responsável político defende que Portugal deve assumir a liderança “dos mares e ser referência europeia e mundial em projectos de dessalinização de água, desenvolvimento de energia alternativas nomeadamente as provenientes das correntes, marés e ondas”. Segundo o professor, o MMS vive apenas dos donativos dos seus militantes e simpatizantes, e criticou o facto dos partidos, “receberem dinheiro do Estado”. Para Eduardo Correia, o MMS é um partido inovador, criativo, verdadeiramente aberto à sociedade, “podendo qualquer cidadão participar neste projecto sem que tenha de ser militante. A única condição é a vontade de querer participar e querer mudar o país”, sublinhou. “Funcionamos segundo a lei da atracção, ou seja, aproximam-se do partido as pessoas que se identificam com a nossa mensagem”, garantiu. Marlene Sousa

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