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Barragem de Alvominha “continua a não servir para nada”

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O deputado do PS na Assembleia da República, António Galamba, apresentou um requerimento na Assembleia da República dirigido ao Ministério da Agricultura, questionando a razão de, quatro após a inauguração, a barragem de Alvorninha não estar em pleno funcionamento e “continuar a não servir para nada”. Segundo o socialista, foram grandes as expectativas que ao […]
Barragem de Alvominha "continua a não servir para nada"

O deputado do PS na Assembleia da República, António Galamba, apresentou um requerimento na Assembleia da República dirigido ao Ministério da Agricultura, questionando a razão de, quatro após a inauguração, a barragem de Alvorninha não estar em pleno funcionamento e “continuar a não servir para nada”. Segundo o socialista, foram grandes as expectativas que ao longos dos anos criadas para o aproveitamento agrícola e turístico da Barrragem de Alvorninha. A aprovação da construção da barragem data de 1998, mas só em 2001 começou a ser construída. A obra custou mais de cinco milhões de euros e foi inaugurada a 22 de Janeiro de 2005, pelo então primeiro-ministro Pedro Santana Lopes. A obra é composta ainda de duas estações de bombagem, duas estações de filtragem, um sistema de rega com condutas enterradas numa extensão de 17 quilómetros, 84 tomadas de rega e 151 bocas de rega. O aproveitamento hidroagrícola permite que o excesso de água que normalmente existe durante o Inverno possa ser armazenado para que seja distribuído de forma homogénea no resto do ano. Pretende-se que a barragem contribua para melhorar e intensificar a produção de artigos agrícolas de boa qualidade com certificação de origem em explorações acompanhadas por técnicos de produção integrada. A disponibilidade de água permanente para a rega poderá possibilitar também o aumento e diversidade das culturas produzidas. Está previsto que a albufeira da barragem de Alvorninha armazene 711 mil metros cúbicos, inundando uma área de 11 hectares, com uma área de influência de 130 hectares (das freguesias de Alvorninha, Vidais e Salir de Matos). “Em 30 de Março de 2007 foi garantido que no próximo ano agrícola (2007/08) a barragem entraria em funcionamento. Nessa data estavam ainda a decorrer as verificações técnicas das infra-estruturas relativamente à sua segurança, um processo realizado pelo LNEC. Em 28 Janeiro 2009, diversos órgãos de comunicação social, reproduzidos na página oficial da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, titulavam “Barragem de Alvorninha continua a não servir para nada”, indica Galamba. O deputado sustenta que a freguesia de Alvorninha apresenta mesmo “uma singular situação de incumprimento de dois grandes projectos anunciados como estruturantes e importantes para combater a desertificação e aprofundar a actividade agrícola”, nomeadamente, “quatro anos depois da inauguração, a Barragem de Alvorninha ainda não teve impacto relevante na concretização do fim para o qual foi construída, e quatro anos depois do anúncio do Programa Municipal de Habitação Jovem não existe uma única construção para os jovens de Alvorninha, quando a freguesia foi apontada como prioritária no desenvolvimento da iniciativa”. Por isso, o socialista interroga quais as razões que determinam que a Barragem de Alvorninha não esteja em pleno funcionamento. Presidente da Junta esclarece situação Questionado sobre a situação, Virgílio Santos, presidente da Junta de Freguesia de Alvorninha, revelou ao JORNAL DAS CALDAS que a barragem está a atingir “o nível que tinha quando foi objecto da última descarga, há dois anos, por razões de segurança”. “O Inverno tem contribuído para o enchimento e o sistema de rega está a ser revisto. Dentro de pouco tempo estará capaz de receber e distribuir a água”, indicou. A obra será entregue a uma junta de agricultores criada para o efeito, anunciou. Francisco Gomes

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