Face à onda de violência que ultimamente se tem verificado nalguns jogos das competições distritais de futebol, nomeadamente a série de agressões a árbitros, o Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Leiria (AFL), reunido no dia 23 de Dezembro, resolveu manifestar o seu repúdio pelos “comportamentos indignos, selvagens e totalmente anti-desportivos de alguns agentes do futebol (dirigentes, treinadores, atletas e outros), os quais em nada dignificam quem os pratica, as instituições que representam e a região onde estão inseridos”. O Conselho de Arbitragem manifesta “solidariedade institucional e pessoal” a todos os seus filiados que foram vítimas de “tão bárbaros comportamentos”, colocando-se à sua inteira disposição para apoiar todas as iniciativas que entendam necessárias para serem ressarcidos dos “danos materiais, corporais e outros” ocorridos na sequência destes factos. Foi decidido solicitar à Direcção e ao Conselho de Disciplina da AFL “medidas imediatas para fazer face ao aumento destas ocorrências, seja com aplicação de penas severas aos prevaricadores, seja com alterações regulamentares que visem desincentivar semelhantes práticas”. Segundo sustenta o Conselho de Arbitragem, “a falta de árbitros e a melhoria da qualidade das suas prestações não se combate desta forma, sendo, pelo contrário, este um dos factores principais de abandono e dificuldades na captação de novos filiados”. Por outro lado, lembra que os árbitros actualmente em actividade são obrigados, pelo facto atrás indicado, a dirigir, por fim-de-semana, “três, quatro e, por vezes, mais jogos, nas variantes de Futebol de 11 e Futsal”. O Conselho de Arbitragem reitera a confiança nos seus filiados e na qualidade dos seus desempenhos, solicitando ainda “a todos os verdadeiros amantes do futebol o Fair-Play necessário à boa propaganda da modalidade”. Também faz votos para que esta época sirva de “reflexão e mudança nos comportamentos de todos os que não estão no Desporto de harmonia com os seus valores”. Francisco Gomes
Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós
Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.




0 Comentários