Empresa sem encomendas

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Administração das Faianças Bordalo Pinheiro sugere suspensão dos contratos A empresa de Faianças Bordalo Pinheiro está encerrada para férias de Natal e vai fechar as suas portas na parte de laboração oficialmente no dia 2 de Janeiro, porque, segundo a administração, não há encomendas. Actualmente estão a laborar apenas funcionários administrativos e ligados à loja, […]
Empresa sem encomendas

Administração das Faianças Bordalo Pinheiro sugere suspensão dos contratos A empresa de Faianças Bordalo Pinheiro está encerrada para férias de Natal e vai fechar as suas portas na parte de laboração oficialmente no dia 2 de Janeiro, porque, segundo a administração, não há encomendas. Actualmente estão a laborar apenas funcionários administrativos e ligados à loja, estando cerca de centena e meia às portas do desemprego. Este é mais um duro golpe na economia da região e para a indústria da cerâmica, que vê a empresa mais importante da região fechar as suas portas por falta de encomendas. Numa carta da administração das Faianças Bordalo Pinheiro e que o JORNAL das CALDAS teve acesso, a situação actual da empresa, no mês de Dezembro, “resume-se a uma encomenda no valor de 57 mil euros”, aguardando os responsáveis pelo pagamento da última prestação da Câmara sobre a venda do edifício sede para efectuar o pagamento a bancos e finanças, numa verba que ronda os 200 mil euros. Quanto a perspectivas futuras, “para Janeiro de 2009, não temos encomendas e consequentemente não temos dinheiro para salários”, lê-se no documento. Face ao exposto, é informado que “no início de 2009 teremos de limitar e garantir os serviços mínimos indispensáveis, procurar captação de encomendas junto de antigos clientes, e eventualmente novos, incluindo os do mercado nacional”. Até lá “infelizmente não podemos garantir aos nossos trabalhadores que exista trabalho para executar, nem tão pouco que exista dinheiro para pagar os salários de Janeiro”. Neste documento, que a administração se dirige a todos os trabalhadores, é sugerido o recurso “à suspensão dos contratos de trabalho enquanto não houver encomendas. Esse pedido, caso assim entendam, deverá ser efectuado juntos dos serviços de recursos humanos”, conclui. Confrontado o presidente da Câmara das Caldas da Rainha sobre esta situação, Fernando Costa mostrou-se surpreendido com a notícia, preferindo comentar o assunto mais tarde. Quanto ao pagamento da dívida, referente à compra da fábrica antiga, o autarca revelou que foi pago cerca de 75% da verba acordada, faltando perto de 25% que tinha ficado acordado liquidar durante os meses de Janeiro e Fevereiro. Carlos Barroso

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