Pela rua de uma cidade europeia, seguia uma menina bem pequena com ar de quem não abundava em dinheiro. Parou diante da montra de uma joalharia e encostou o seu nariz ao vidro, enquanto os seus olhitos se pousavam num bonito colar de pedras azuis exposto na montra. Decidida entrou na loja e delicadamente pediu ao empregado para lhe mostrar o colar. Depois de olhar muito atentamente para ele, pediu para lho embrulhar. O empregado, algo surpreendido, perguntou-lhe se tinha dinheiro suficiente para pagar. A menina com um ar triste, disse: “É para a minha irmã mais velha; desde que a nossa Mãe morreu ela tem tomado conta de mim, sem deixar que me falte nada, esquecendo-se completamente de si mesma; ela hoje faz anos e as pedras deste colar são da cor dos seus olhos; penso que vai gostar muito dele”. O empregado insistiu: “Quanto dinheiro tens?” A menina tirou do bolso um lenço, desatou os laços que o fechavam e colocou no balcão algumas moedas de pouco valor. O empregado ia a dizer que não chegava, nem de longe, quando o dono do estabelecimento, que há muito estava atento ao que se passava, avançou, pegou no colar, colocou-o num lindo estojo, embrulhou-o num brilhante papel, com um laço muito vistoso, deu-o à menina, ao mesmo tempo que recolhia as poucas moedas que a ela mostrava. O empregado nem queria acreditar no que se estava a passar. A menina saiu muito feliz e pouco tempo depois entrou uma rapariga com o referido embrulho, perguntando: “Este colar foi comprado aqui?” Sim, disse o dono do estabelecimento. E a conversa continuou: “A minha irmã de certeza que não tinha dinheiro para o pagar, pois eu vejo que o colar é verdadeiro ela só tem umas poucas moedas que ganha a fazer e vender bonecas de pano”. Então o dono do estabelecimento refez o embrulho deu-o à rapariga e acrescentou: leve o colar, a sua irmã pagou-o, pois deu tudo que tinha… Maria Fernanda Barroca
Dar tudo…
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