Uma das mais típicas figuras das Caldas da Rainha morreu atropelada ao final da tarde de domingo, na EN 114, no concelho de Óbidos, quando caminhava numa recta entre as aldeias do Olho Marinho e Amoreira. As autoridades estão a investigar as circunstâncias do acidente e quantas viaturas terão chocado contra a vítima, de 55 anos. José António da Silva Gomes, natural das Caldas da Rainha, era uma personagem bem conhecida da região. O “Zé do PPD”, como era chamado, pela sua disponibilidade em andar a colar cartazes de propaganda política e a carregar as bandeiras do PSD nas campanhas, mesmo não sendo militante, sofria de uma doença mental que o levava a não saber nem ler nem escrever. Mas trabalhava numa oficina de molas e aos fins-de-semana mostrava-se sempre prestável para ajudar nas associações e organizadores de festas. Terá sido numa dessas tarefas, para as quais voluntariamente se oferecia, que perdeu a vida, quando andava a afixar cartazes a anunciar um festival nacional de dança de uma colectividade das Caldas da Rainha. “Era já escuro e foi apanhado nas costas por um carro, cujo condutor disse à GNR que ele foi projectado para o meio da estrada, onde outro carro de frente lhe passou por cima e fugiu”, relatou ao JORNAL DAS CALDAS Maria José Guedes, irmã da vítima, com quem vivia. Os bombeiros de Óbidos, compareceram no local com três viaturas e nove elementos, assim como a VMER das Caldas da Rainha, que confirmou o óbito. O trânsito esteve interrompido cerca de duas horas, para remoção do cadáver. A GNR identificou um condutor e está averiguar a existência de um segundo automobilista envolvido. A autópsia, a realizar no Gabinete Médico-Legal de Torres Vedras, poderá fornecer mais dados. A morte do “Zé do PPD” deixou a população consternada. “Caldas da Rainha perdeu uma das suas figuras mais características, que sempre estava disponível para apoiar os trabalhos das colectividades”, comentou Abílio Camacho, presidente do Arneirense, associação do Bairro dos Arneiros, onde a vítima morava. O “Zé do PPD” tinha como particularidade ser “bastante vaidoso e usar laço ou gravata”. “Andava sempre a dizer que ia casar e chamava todos de primo ou prima”, recordou a irmã. Francisco Gomes
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.





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