“Fiquei a pensar se alguém me queria matar, por vingança ou concorrência e estava com receio de que a qualquer altura aquilo pudesse explodir”. O desabafo é de Abdelwafi Bakhti, um marroquino com nacionalidade portuguesa que encontrou no passado dia 21 no seu camião o que parecia ser um engenho explosivo telecomandado. Afinal, “aquilo”, depois de desmontado por uma equipa especializada da GNR, num cenário de grande tensão, veio a constatar-se ser “um localizador antigo de GPS”. O proprietário do camião, de 45 anos, residente em Fonte Lima, Lourinhã, foi quem chamou a GNR, ao verificar a existência de “um engenho esquisito que não faz parte do camião colado no aileron na parte de cima da cabine, no lado do pendura”. “Estava a montar a lâmpada de um farol e vi o que se assemelhava a uma bomba artesanal – tipo quatro cartuchos como se fossem barras de dinamite, uns fios e uma peça preta em cima que parecia um telemóvel”, relatou ao JORNAL DAS CALDAS. “Tal como se vê nos filmes”, comentou. “Fiquei assustado e sem saber se podia chegar ao chão ou se aquilo rebentava antes. O carro estava a trabalhar e para pará-lo, fechá-lo e chamar a GNR foi um grande sacrifício”, recordou Abdelwafi Bakhti, que tem uma empresa de transportes internacionais. Quando a GNR chegou ao local onde o camião estava estacionado – próximo da casa do motorista – os militares chamaram a Equipa de Inactivação de Engenhos Explosivos Improvisados. “Trouxeram cães que cheiram explosivos, tiraram fotografias, fecharam a estrada e com um ferro arrancaram parte do objecto e descobriram que não era nenhum explosivo. Disseram-me que parecia ser um localizador de GPS antigo, maior do que os actuais”, revelou o luso-marroquino. “Não sei se alguém colou ou se os antigos donos tinham aquilo para localizar o camião, que dantes transportava uma cisterna. Mas agora já não estou preocupado”, disse. O contingente policial causou um grande aparato na aldeia e deixou a população espantada. O objecto foi entregue à Polícia Judiciária para ser analisado. Francisco Gomes
Engenho explosivo em camião afinal era “localizador de GPS”
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