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Milhões para o Oeste

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PS critica “falta de empenho” da Câmara de Óbidos O PS de Óbidos congratula-se com o acordo celebrado entre o Governo e o Primeiro-Ministro de cooperação institucional envolvendo todas as Câmaras Municipais que integram a Associação de Municípios do Oeste e quatro da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo, e que prevê investimentos na ordem […]
Milhões para o Oeste

PS critica “falta de empenho” da Câmara de Óbidos O PS de Óbidos congratula-se com o acordo celebrado entre o Governo e o Primeiro-Ministro de cooperação institucional envolvendo todas as Câmaras Municipais que integram a Associação de Municípios do Oeste e quatro da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo, e que prevê investimentos na ordem dos 2,1 mil milhões de euros. Em comunicado, os socialistas saúdam “o Governo pelo sucesso deste processo negocial e os municípios envolvidos que souberam, de forma articulada e sensata, colaborar com o Governo para se atingirem estes objectivos”. O PS aponta que “o Município de Óbidos, através do seu Presidente de Câmara, que nunca compareceu às negociações com o Governo, assumindo publicamente um rancor passadista com o Ministro Mário Lino, e o Deputado Barreiras Duarte, igualmente Presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, que escreveu artigos e emitiu opiniões em que duvidava do sucesso deste Programa de Acção, não revelou o empenho institucional que se exigia nesta negociação”. Contudo, regista com agrado que “o Governo e em especial o Ministro Mário Lino tenham ignorado esta postura negativa e pouco edificante dos autarcas do PSD em Óbidos, que não tiveram, felizmente, seguidores no restantes autarcas do Oeste e da Lezíria, tendo o concelho de Óbidos e a zona em que se insere, obtido significativos apoios quer a projectos da iniciativa municipal, quer a projectos da responsabilidade da Administração Central como sejam a reabilitação da Linha do Oeste, um financiamento de 5 milhões de euros para o regadio do Arnóia, e as intervenções que se exigem na Lagoa de Óbidos”. Para os socialistas obidenses, “os autarcas do PSD de Óbidos não se podem rever nas palavras do primeiro-ministro quando este elogiou a atitude dos autarcas do Oeste e da Lezíria por terem optado por elaborar um plano alternativo ao abandono da Ota como local para o aeroporto de Lisboa, em vez de apenas se queixarem”. PCP denuncia “farsa propagandística do Governo” O Secretariado dos Concelhos do Oeste do PCP afirma que o Programa de Acção para o Oeste não é mais do que “uma farsa propagandística deste Governo”, porque “promete Sócrates o que já anteriormente havia sido prometido e negado ao Oeste por sucessivos Governos, nomeadamente pelo seu”. Segundo os comunistas, as obras apontadas, na sua generalidade, “correspondem a projectos há muito reivindicados pelas populações e pelos Municípios e sucessivamente adiados”. “Vejam-se os exemplos do Centro de Saúde do Cadaval, o Parque Jurássico da Lourinhã, o Centro de Saúde ou o posto da GNR de Sobral de Monte Agraço, a resolução do problema do Hospital de Torres Vedras (há anos prevista a construção de um novo no Plano Director da Saúde elaborado pelo Ministério da Saúde), o IC11, a EN 9 ou mesmo a Linha do Oeste, sucessivamente anunciada como vital para o Oeste mas sempre adiada a sua recuperação”, indicam. “Todos estes projectos arrastam-se há muitos anos, estando previstos, sendo anulados, tendo verba inscrita em PIDDAC, sendo retirada, exemplos do à-vontade com que PS e PSD tudo prometem para depois não cumprir, com graves prejuízos para as populações, os trabalhadores e o desenvolvimento do Oeste”, salientam. Para o PCP, “mais do que pelo Aeroporto, o Governo precisa de compensar o Oeste pelo fecho de escolas, de SAP’s, pela falta de médicos, pela ausência de equipamentos da rede pública de apoio a crianças e idosos, pelo aumento do desemprego e do custo de vida e pelos baixos salários e reformas”. Apesar de concordar com muitas das medidas apresentadas, ainda que não reconheça “um fio condutor e carácter intermunicipal em muitas delas”, o PCP considera-o “pouco ambicioso” e que a “montanha pariu um rato”. O PCP continua “a reivindicar que as capacidades produtivas da região sejam potenciadas; que sejam realizados investimentos que contrariem os indicadores de desemprego e baixo poder de compra da região; que se encontrem formas de apoio aos agricultores, pequenos empresários e comerciantes como agentes económicos dinamizadores da actividade da Região”. Ainda assim, os comunistas prometem estar vigilantes na concretização deste plano.

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