Como tem vindo a ser tradição, realizou-se no palco das tasquinhas da Expoeste o Dia do Emigrante, numa iniciativa promovida pela Câmara Municipal das Caldas, Juntas de Freguesia, Associações de Emigrantes e a Associação Regional Caldense, e por isso é um convívio muito acariciado pelos participantes. O Dia do Emigrante é comemorado há 16 anos e é o ponto de encontro de muitos amigos e familiares espalhados pelos vários cantos do mundo. Para além da animação e da festa este é também um dia de emoções fortes e sobretudo tempo para matar saudades. Se Agosto é tradicionalmente o mês de férias para muitos emigrantes, esta data é especialmente escolhida pela maioria dos emigrantes desta região para se deslocarem a Portugal na certeza de nesta festa se reunirem com muitos amigos e conhecidos emigrados noutros países. Maria da Conceição, vice-presidente da Câmara, revelou que as expectativas para este dia foram superadas, uma vez que as 800 inscrições “foram amplamente ultrapassadas”, já que estiveram presentes “mais de mil emigrantes”, no tradicional almoço que foi organizado pelas seis tasquinhas das freguesias de Alvorninha e Santo Onofre. “De ano para ano temos superado o número de participantes e isso enchem-nos de orgulho. Já é uma tradição este dia e este almoço no seio dos imigrantes que passam a palavra entre eles e temos também tido ajuda da comunicação social na promoção deste dia”. Maria da Conceição explicou a ausência de alguns emigrantes dos Estados Unidos, “talvez pela desvalorização do dólar”, mas mesmo assim enalteceu o facto de estarem emigrantes oriundos da Africa do Sul e uma grande maioria de França. A vice-presidente considera que o facto de estarem presentes filhos e netos de emigrantes “é sinal de que a tradição, espírito e raízes estão bem presentes no seio da comunidade”. José Adriano, natural dos Casais da Ponte e empresário reformado da construção civil em França, onde esteve durante 37 anos, lamentou o facto de estarem presentes no almoço e festa “pessoas que não são emigrantes”. Ainda assim enalteceu a iniciativa, classificando-a de “muito meritória”. Para Célio da Piedade esta festa é um momento de trazer as filhas, mulher e conviver com os seus pais, uma vez que é filho de emigrantes, mas nascido em França. Para este emigrante que trabalha nos correios em França e é casado com uma francesa esta festa “é uma oportunidade de estar com a família e de ter mais ligações a um país que não o viu nascer, mas onde pretende passar a reforma”. Célio da Piedade confessou ainda que as duas filhas menores, nascidas em território francês “irão ter ligações a Portugal”, inclusive na aprendizagem da língua de Camões, tal qual como a mulher que “já pronuncia algumas palavras, mas percebe mais”. Júlio Franco, das Caldas da Rainha, esteve a trabalhar em França e actualmente está reformado e por isso considera a festa do emigrante nas Caldas “uma coisa maravilhosa”. Quem também aprova da festa e acha mesmo que “tem vindo a melhorar de ano para ano” é Otília Silva, também emigrante na França. Emigrante em Bruxelas, António Domingos confidenciou que vai “levar como receita o arroz de pinhões” para a capital da Bélgica e da Europa, uma vez que é cozinheiro naquele país onde está emigrado. Este transmontano aprovaria uma festa do género em Trás-os-montes, encarando a comemoração nas Caldas como “ímpar e única no país”. Dionísio Ramos, emigrante há 34 anos, sente-se “muito feliz por estar nas Caldas, em Portugal e na festa” que confessa “não perder nenhuma”, uma vez que é natural das Trabalhias e trabalha durante todo o ano na fábrica da Pepsi, no Canadá. Carlos Barroso
Mais de mil no dia do Emigrante
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