O café concerto do CCC das Caldas da Rainha foi o palco de uma conferência do historiador João Bonifácio Serra sobre os “conflitos” entre a cidade caldense e Leiria na década de 40 do século passado. Ambas as cidades movimentaram nessa altura esforços para a preparação de importantes exposições, em que pretendiam assumir um maior protagonismo nacional. Para Bonifácio Serra, a principal vitória para Caldas da Rainha foi o facto de se ter construído o Museu de José Malhoa no Parque D. Carlos I, que começou por estar previsto ser um Museu Regional. Para Leiria, a exposição foi importante para que aquela localidade se mantivesse como capital de distrito. O historiador tinha feito uma apresentação sobre o mesmo tema no Arquivo Distrital de Leiria em Junho, mas desta vez quis fazer algo diferente. Por isso, contou a história da perspectiva das Caldas. Esta história tem início em Fevereiro de 1940 quando Caldas da Rainha soube que iria ser o local para uma exposição das Comemorações dos Centenários, da Junta da Estremadura que tinha sede em Lisboa. Bonifácio Serra leu a acta da primeira reunião de preparação para essa exposição, escrita num papel cor-de-rosa por António Montez. “Esta acta constitui o programa daquilo que foi a exposição, com algumas pequenas alterações”, explicou. Depois referir as informações que tinha sobre o que aconteceu nas Caldas, contou todas as peripécias que terão acontecido por causa da vontade de Leiria em realizar uma exposição distrital na mesma altura.
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.





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