Américo Teodoro Barros, natural de Salir de Matos e residente no Monte Olivetti, nas Caldas da Rainha, repetiu a presença do ano passado no Mercado Medieval de Óbidos, mas aperfeiçoou a sua encenação de pedinte. A sua performance foi de tal forma realista e dramática, que o reformado caldense de 73 anos não teve descansado perante as fotografias dos visitantes. Antigo motorista do Hospital das Caldas, estava tão bem mascarado que ninguém o reconhecia. Permanecia imóvel, sem falar durante horas no recinto do Mercado Medieval. Este ano chegou a estar um longo período com uma barra de milho na boca. Apesar de se ter transformado num vagabundo pedinte, Américo Barros garantiu que não guardou o dinheiro que lhe deram, entregando-o a outros figurantes contratados. Mais uma vez o Mercado Medieval de Óbidos voltou a ser um sucesso. Considerado um dos mais emblemáticos eventos medievais do País, o evento conseguiu, nesta edição, um nível muito elevado de conforto dos visitantes, de valorização do património e de recriação histórica. Para além de ter crescido em área, o Mercado Medieval de Óbidos esteve dividido em duas zonas distintas: uma zona mais rural, no Parque da Vila, com armas, acampamentos, exposição de diversos animais, e uma zona mais urbana, na Cerca do Castelo, com nova cenografia. O Parque da Vila de Óbidos foi palco de um vasto conjunto de actividades, nomeadamente de um Encontro Internacional de Grupos de Recriação Histórica, com grupos de Portugal, Espanha, Polónia, Bélgica, República Checa e Alemanha, e de “Caçadas Medievais”. A gastronomia foi assegurada pelas colectividades do concelho, que confeccionaram diversos pratos regionais, deliciando os milhares de visitantes que passaram pelo mercado. Tudo em ambiente medieval. À semelhança dos outros anos, toda a animação aconteceu em diversos locais, sem hora marcada, à excepção dos torneios que estiveram sempre esgotados e que decorreram entre as 19h e as 20h, surpreendendo todos aqueles que estiveram no recinto do evento. Para o presidente do Município, Telmo Faria “foi mais um exemplo de que como um centro histórico não pode ficar adormecido a olhar para o passado. É preciso fazer desse passado um activo, um recurso de desenvolvimento. Creio que afirmámos mais uma vez a valorização patrimonial”. Francisco Gomes
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.





0 Comentários