“Só abre quando a recuperação do hotel estiver em fase de conclusão” O presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha garantiu que o Centro Comercial Vivaci Caldas, em construção junto ao Hotel Lisbonense não deverá abrir antes do hotel estar recuperado ou em vias de conclusão, após a derrocada que sofreu no passado dia 10. Por outro lado, o hotel deverá “manter a imagem arquitectónica inicial, com os alçados actuais e reutilizando parte dos materiais da parede que ruiu”. Embora reconhecendo que a queda “possa provocar algum atraso”, Fernando Costa manifestou que “terá de haver uma grande celeridade, na recuperação do hotel, nas bases em estavam aprovadas, para que não se inaugure o centro comercial, o que os promotores pretendem fazer no final deste ano, no estado em que se encontra hoje o hotel”. “Se o hotel demorar a recuperar, é o centro comercial que deve esperar”, afirmou, indicando que “seria um perigo de segurança para as pessoas que frequentassem o centro comercial e uma péssima imagem para o centro comercial e do espaço envolvente, até porque os arranjos exteriores do centro comercial são também os arranjos exteriores do hotel, apesar de serem obras autónomas e com licenças distintas”. As obras no hotel foram embargadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e Fernando Costa espera que esta entidade e o promotor imobiliário “resolvam rapidamente as questões de segurança, porque não se podem começar as obras pondo em perigo a vida dos trabalhadores, para que as obras no hotel sejam reiniciadas por forma a que se cumpra este objectivo que é, quando o centro comercial abrir o hotel estar minimamente reconstruído, seguro e, sobretudo, se apresente já em fase de conclusão ao nível de interiores e da fachada exterior”. A Câmara pretende que o futuro hotel mantenha o máximo de materiais utilizados no antigo Hotel Lisbonense. Só se não houver segurança é que a autarquia admite a total reconstrução do hotel, começando tudo de novo. “Na nossa opinião o projecto aprovado tem de ser executado, aproveitando o mais possível o existente que está de pé e aproveitando até na reconstrução os materiais que, embora tenham caído, estejam aproveitáveis, nomeadamente cantarias e outros elementos, isto para que fique claro que o Município não vai de ânimo leve aceitar que o que está de pé seja destruído”, declarou o edil. “O Município reuniu e deliberou com grande consenso manter como prioritário o objectivo de manutenção, recuperação e reconstrução do Hotel Lisbonense com a sua imagem arquitectónica de sempre nos três alçados principais – norte, sul e nascente, e apesar da derrocada parcial, propor intransigentemente a recuperação da parte agora destruída”, revelou Fernando Costa. O presidente da Câmara manifestou que “esta derrocada não pode prejudicar o desenvolvimento da obra do hotel na dimensão que estava aprovada – quatro estrelas”. Admitiu, contudo, que “algumas entidades ligadas à segurança no trabalho já manifestaram que para segurança das pessoas há pelo menos umas partes do edifício que ainda está de pé que terão de ser previamente demolidas e nesse caso respeitaremos”. A Câmara, após proposta dos vereadores do PS, vai pedir ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um relatório sobre a obra, procurando ter a identificação das possíveis causas da derrocada ocorrida e uma avaliação da adequação das intervenções realizadas para a manutenção das fachadas, do grau de risco das acções de edificação do centro comercial concretizadas e das diversas possibilidades de resolução para a situação criada. FDO mantém compromissos A FDO 12 – Investimentos Imobiliários, Lda, empresa do Grupo FDO, enviou à Câmara um fax onde começa por lamentar o sucedido, mas não aceitando as declarações do presidente da Câmara “quanto às afirmações de dolo e negligência” (apesar de Fernando Costa nunca ter acusado ter havido dolo). De acordo com a empresa, foi solicitado parecer técnico do acidente e análise da possibilidade de reaproveitamento de parte da fachada que não ruiu ao Instituto da Construção, que já deslocou à obra uma equipa técnica. A empresa revela que “a empreitada possuía um plano de segurança e de saúde, ao abrigo da certificação de Qualidade, Ambiente e Segurança, onde se encontravam enquadrados os trabalhos em curso”. A FDO garante que “mantém os compromissos assumidos com o Município para a conclusão do hotel, tendo um pré-acordo para a gestão e a exploração da unidade hoteleira”. Refere-se ainda “ao elevado investimento efectuado com a transladação das palmeiras existentes, as quais serão na íntegra reimplantadas no local, aquando da empreitada de arranjos exteriores”. Câmara abre processo A Divisão de Execução de Obras da Câmara propõe que sejam inquiridos os intervenientes directos na obra – promotor, construtor, projectista e coordenador de segurança, para responder às seguintes questões: “As obras estavam a ser executadas de acordo com o projecto entregue na Câmara Municipal? Estavam a ser cumpridas as normas contidas no Plano de Saúde e Segurança? Quais as causas conhecidas da derrocada da parede?”. Grua investigada Entretanto, Fernando Costa revelou a existência de testemunhos que estão a ser averiguados sobre a possível causa da derrocada. “Têm surgido alguns testemunhos, que estamos a averiguar, que pode ter precedido a queda da parede um toque na parede por uma das gruas que estavam em serviço na zona. Esta é uma informação verbal que nos tem chegado e não temos ainda identificadas as pessoas que revelam ter visto esta situação. Tenha caído por toque de grua ou por falta de cuidado na sustentação da base da parede no momento, não terá havido toda a diligência que era necessária”, declarou. Já em conferência de imprensa do PS, o deputado municipal Mário Pacheco tinha aventado a hipótese da grua que estava operar desde a estrada, em frente ao Hotel Lisbonense, ter algo a ver com o desmoronamento. “A grua estava num local não muito adequado e há quem diga que tenha alguma influência no que se passou, por estar a movimentar ferro junto à fachada”, referiu. Francisco Gomes
Câmara condiciona abertura de centro comercial
23 de Julho, 2008
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