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Jovens feridos quando efectuavam saltos para a água Em dois dias seguidos na semana passada a tragédia abateu sobre a Foz do Arelho, quando dois jovens ficaram feridos com gravidade, na sequência de saltos para a água, levando a autarquia a reconhecer a perigosidade da zona junto à Aberta e o Instituto da Água a […]
Foz do Arelho

Jovens feridos quando efectuavam saltos para a água Em dois dias seguidos na semana passada a tragédia abateu sobre a Foz do Arelho, quando dois jovens ficaram feridos com gravidade, na sequência de saltos para a água, levando a autarquia a reconhecer a perigosidade da zona junto à Aberta e o Instituto da Água a instalar placas bem visíveis interditando a área a banhos. Os acidentes fizeram evidenciar o problema do assoreamento. No passado dia 8, um jovem de 19 anos, de Lisboa, ficou ferido com gravidade, quando estava a dar mergulhos numa zona não concessionada entre a praia da Lagoa e a praia da Aberta. A vítima seria transportada ao final da tarde num helicóptero da INEM para o Hospital de Santa Maria, com suspeita de lesão cervical. Gustavo Ramos, aluno do 1º ano de Design Gráfico na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, cidade onde estava a residir na casa de avós, encontrava-se na praia com um grupo de cerca de dez colegas estudantes, quando, por volta das 16h30, quis imitar um dos amigos nos saltos para a água. “O dia tinha corrido bem até ao momento em que foi saltar. Ao querer sair da água queixou-se logo que não sentia as pernas e fomos a correr ajudá-lo”, contou ao JORNAL DAS CALDAS um dos amigos. Foram de imediato alertados os meios de socorro, tendo sido mobilizados a VMER das Caldas da Rainha e uma ambulância dos bombeiros locais, que contaram com a ajuda de nadadores-salvadores, elementos da Polícia Marítima e de uma enfermeira que se encontrava na praia. O jovem, que estava consciente, foi imobilizado até chegar um helicóptero do INEM, cerca das 18h, que pousou no areal da praia do Mar, para transportar a vítima para o hospital. No dia seguinte, no mesmo local, um jovem de 24 anos sofreu acidente idêntico, quando se encontrava na praia com amigos. Ao efectuar um mergulho iria embater com o corpo no fundo da lagoa assoreada onde se banhava. “A zona torna-se um perigo porque se pensa que as águas são fundas mas como estão cheias de areia, que se vai acumulando à medida que é transportada pelas correntes, ao efectuar-se um mergulho vai bater-se com o corpo quase ao nível do plano de água”, apontou ao JORNAL DAS CALDAS um habitual frequentador da praia. Foi o que aconteceu com André Teles, estudante na Faculdade de Ciências de Lisboa e residente nas Caldas da Rainha, cerca das 14h30. “Depois de mergulhar não conseguiu sair por não ter reacção no corpo e ficou submerso, tendo sido salvo por um bombeiro que estava a passar o dia na praia e que o retirou da água”, contou um familiar. O jovem apresentava também sintomas de pré-afogamento. A vítima foi socorrida pela VMER das Caldas da Rainha e transportada numa ambulância do INEM para o hospital local, onde foi observada. Estava livre de perigo, mas apresentava uma possível lesão cervical e foi estabilizado, até ser transportado de helicóptero para o Hospital de Santa Maria. Agentes ligados à prevenção nas praias daquela zona chamaram a atenção para a perigosidade dos mergulhos na área onde ocorreram os acidentes, devido ao assoreamento verificado no plano de água, o que terá levado os jovens a bater com a cabeça na areia no fundo da Lagoa, e ao declive que serve de rampa para os saltos, que acentua o impacto da queda. Vítor Dinis, da Comissão Cívica de Protecção de Linhas de Água e Ambiente, sustenta que “a Lagoa de Óbidos não pode esperar por dragagens”. “Nos outros anos a Lagoa enganava as pessoas. Quem olhava para a Lagoa, ficava com a ideia de que estava cheia de água, mas se fossem lá com um pau, em certos sítios tinha vinte centímetros de profundidade. Hoje a Lagoa já não mente, porque quem olhar vê que o assoreamento está ao de cima. É um pântano”, comenta. Num spot na rádio 94.8, a Câmara Municipal informa que “é extremamente perigoso mergulhar na Aberta da Foz do Arelho”, devido ao facto daquele local “não ser adequado a tais práticas”. Alerta também para a perigosidade de se tomar banho “devido às fortes correntes existentes”. Já no início da época balnear, o Governo tinha incluído a Foz do Arelho numa lista de 32 praias perigosas para os banhistas, só não especificando tratar-se da zona da Aberta e não da praia da Lagoa ou do Mar. Francisco Gomes

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