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Câmara quer diminuir altura de prédio em construção junto ao CCC

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O presidente da Câmara das Caldas revelou que está a negociar a redução da volumetria do edifício em construção junto ao Centro Cultural e de Congressos. Depois das críticas do vereador António Galamba, do PS, Fernando Costa reconheceu que o imóvel “devia ter menos um piso”. “Não haver edifício nenhum seria uma má solução, outra […]
Câmara quer diminuir altura de prédio em construção junto ao CCC

O presidente da Câmara das Caldas revelou que está a negociar a redução da volumetria do edifício em construção junto ao Centro Cultural e de Congressos. Depois das críticas do vereador António Galamba, do PS, Fernando Costa reconheceu que o imóvel “devia ter menos um piso”. “Não haver edifício nenhum seria uma má solução, outra coisa é ter altura a mais”, comentou ao JORNAL DAS CALDAS. O autarca desabafou que “parece-me que o edifício tem um piso a mais”. Fernando Costa revelou que está a negociar com o empreiteiro “para cortar num piso”. O edil aceita a diminuição da volumetria com a compensação da redução do encaixe financeiro estabelecido pela licitação formalizada em hasta pública, ou seja, na prática, “é a Câmara receber menos dinheiro, se ele construir menos, não levando a autarquia tanto pelo terreno, que foi vendido por metro quadrado de construção”. O chefe do executivo camarário referiu que “preferia receber menos dinheiro, para o edifício ter menos um piso”, admitindo que “o dinheiro que não se recebe as pessoas têm que o pagar em contribuição autárquica ou no preço da água”. É precisamente essa a crítica feita pelo vereador socialista, que sublinhou que por diversas ocasiões chamou a atenção para “o erro da implantação e o impacto negativo que a construção de um bloco habitacional com a volumetria proposta teria na articulação com o equipamento cultural e com a integração no tecido urbano, no trânsito e na mobilidade dos caldenses”. “A maioria PSD já percebeu que foi um erro optar pela implantação de um bloco habitacional junto ao Centro Cultural e de Congressos. Nós avisámos, mas a força da maioria autárquica levou a sua avante”, manifestou António Galamba. “Quem aceda à Rua Leonel Sotto Mayor através da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, em direcção ao Chafariz das Cinco Bicas, é confrontado com um brutal bloco de betão em crescimento”, sustentou. Para António Galamba, “está ao alcance do olhar de toda a gente, que vai ser um volume de construção exagerado, que vai afogar ainda mais o equipamento cultural, que deveria ter outras condições de envolvência. A pressão urbanística vai estar em cima do CCC, é manifestamente uma aberração”. “Chegámos a defender que se procurasse encontrar um promotor que construísse ali um hotel, porque parecia ser óbvio que um centro cultural e de congressos para poder funcionar na plenitude deveria ter um equipamento hoteleiro, porque não há oferta suficiente para albergar um congresso de vários dias naquele equipamento”, declarou o vereador socialista. Fernando Costa respondeu que o imóvel “tem a volumetria e o número de pisos que foram projectados inicialmente e se não houvesse construção junto ao CCC diziam que era uma vergonha porque se via as traseiras do João dos Frangos e dos armazéns, assim vai ver-se um edifício bonito, de grande qualidade arquitectónica, desenhado e projectado, no essencial, pelos mesmos autores do CCC, que disseram sempre que a melhor solução para um bom enquadramento era fazer ali um edifício”. Confrontado com a proposta de redução, o empreiteiro “não está muito de acordo, porque já projectou, já desenhou, já está em venda, já fez as contas à vida, mas estamos a tentar fazer com que o edifício baixe um piso”, referiu Fernando Costa. Francisco Gomes

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