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Corrida Mais Louca pelas ruas da cidade

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Uma pipa móvel assente em duas rodas decorada com cornos de carneiro, construída pelo serralheiro Rui Arsénio e pelo carpinteiro Eduardo Francisco, funcionários do Centro Hospitalar, venceu por equipas a Corrida mais Louca das Caldas da Rainha, disputada no dia 10 de Junho pelas ruas pedonais da cidade. “Construímos isto num fim-de-semana. Resolvemos participar porque […]
Corrida Mais Louca pelas ruas da cidade

Uma pipa móvel assente em duas rodas decorada com cornos de carneiro, construída pelo serralheiro Rui Arsénio e pelo carpinteiro Eduardo Francisco, funcionários do Centro Hospitalar, venceu por equipas a Corrida mais Louca das Caldas da Rainha, disputada no dia 10 de Junho pelas ruas pedonais da cidade. “Construímos isto num fim-de-semana. Resolvemos participar porque achámos engraçado”, manifestaram ao JORNAL DAS CALDAS. A engenhoca, empurrada pelos próprios à vez, com a ajuda do sobrinho de um deles, estava munida de travão e buzina. Dentro da pipa só cabia uma pessoa. Fernando Albuquerque, de 16 alunos, do Colégio São Cristóvão, conduziu um carrinho de rolamentos transformado num veículo futurista com uma estrutura composta por espuma e esponja, com o qual ganhou a prova individual. A construção foi feita por outros colegas na aula de EVT. “Perdi uma roda pelo caminho e tive de trazê-lo às costas”, revelou. Aos participantes foi dada liberdade para criarem as geringonças mais imaginativas capazes de percorrer o centro da cidade sobre rodas e sem motores, cumprindo ao mesmo tempo uma prova de conhecimento. Concorreram dez carros, a maior parte movidos pela força humana e construídos por alunos de cursos profissionais na área da mecânica e mecatrónica. O CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica participou com três viaturas e doze alunos, uma das quais, réplica do veículo dos Flintstones, ficou em terceiro lugar. “Conjugámos a formação profissional com os hobbies dos nossos jovens. Consideramos que a brincar também se pode aprender, e é uma forma de os motivar”, declarou Cristina Botas, directora do núcleo das Caldas da Rainha. “Quisemos mostrar que a metalomecânica é um sector muito importante”, frisou. Estiveram representadas as áreas da mecatrónica, construções mecânicas e construções metálicas, e electricidade. A Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro apresentou cinco equipas concorrentes e 28 alunos. Um dos carros, que lembrava o TOMA, alcançou o segundo lugar. Fernando Leal, o coordenador desta participação, mostrava-se satisfeito. “Abraçámos este evento porque os alunos aprendem a trabalhar os materiais de uma forma engraçada”, manifestou. Em algumas das criações foram aproveitados velhos carros – Renault 5, Ford Fiesta, Citroen Visa. Num dos modelos, os assentos eram cadeiras antigas da escola. Estiveram representados os cursos de mecânica de veículos, de mecatrónica automóvel, ar condicionado e refrigeração. A prova teve início às 14h30 em frente à Câmara Municipal e cerca de 45 minutos depois chegava ao fim, na Praça 5 de Outubro. Ao longo do percurso, a assistência aproveitava para comentar as cómicas dificuldades e tropelias enfrentadas para chegar ao fim. Este foi o segundo ano da Corrida Mais Louca da Cidade das Caldas da Rainha, iniciativa levada a cabo pela autarquia e Centro da Juventude, que reuniu uma componente criativa (60% da pontuação) na construção dos veículos e, ao longo do percurso, uma prova de conhecimento sobre a cidade, tipo peddy-paper, que contava 40% para a pontuação final. Os participantes podiam percorrer o circuito com todos os meios de transporte sobre rodas não motorizadas como bicicleta, skate, patins, carro de rolamentos, carro a pedais, e outros, só dependendo da imaginação. Os primeiros classificados das categorias individual e grupo receberam uma viagem como prémio. Francisco Gomes

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