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Discussão pública do PROT no Bombarral

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O Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT-OVT) tem orçamentado 2,8 mil milhões de euros para investimentos “estruturantes” na região, ao longo dos dez anos de vigência, anunciou Fonseca Ferreira, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT). Segundo disse durante um […]
Discussão pública do PROT no Bombarral

O Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT-OVT) tem orçamentado 2,8 mil milhões de euros para investimentos “estruturantes” na região, ao longo dos dez anos de vigência, anunciou Fonseca Ferreira, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT). Segundo disse durante um debate no Bombarral, “este instrumento de trabalho visa criar uma «coroa verde» para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), ao fazer a ligação do Oeste com o Vale do Tejo”. “Com a ligação do litoral ao interior estamos a potenciar a complementaridade entre as diferentes vocações territoriais, uma vez que é na diversidade que está a chave da valorização dos territórios”, referiu. “A um território fundamentalmente costeiro, no Oeste, vamos juntar e potenciar os valiosos e singulares recursos naturais da Lezíria e Médio Tejo, de forte ligação ao Rio Tejo”, afirmou. Fonseca Ferreira confessou também que “esta estratégia visa «puxar» algum do investimento efectuado no litoral para o interior do País de forma a incrementar processos indutores de desenvolvimento”. Apelando à participação na discussão pública do documento, a decorrer até 4 de Agosto, o presidente da CCDR-LVT apresentou os aspectos estruturantes do PROT-LVT para os municípios do Oeste. “É a última oportunidade para a população participar e colaborar em propostas tão importantes como a questão dos equipamentos, das áreas de vocação turística, industrial, florestal ou logística ou na composição das regras para a elaboração dos Planos Directores Municipais (PDM)”. “Foram recebidos, por uma plataforma colaborativa on-line criada especialmente para este projecto, mais de 150 contributos desde a entrada em funcionamento”, indicou. As equipas técnicas fizeram uma análise “aprofundada de cada sector, quer a nível do diagnóstico, quer da visão e das opções estratégicas do plano, da agricultura e florestas à economia, do turismo à conservação da natureza e à mobilidade”, descreveu. “Pela primeira vez foi feito um diagnóstico das questões energéticas da região, o que permitiu concluir que o Oeste e Vale do Tejo tem potencial para aumentar até 40 por cento a sua autonomia energética, com base em fontes próprias e renováveis (80% na electricidade)”. O secretário de Estado do Ordenamento do Território, João Ferrão, participou nesta sessão pública de apresentação do PROT-OVT do Oeste, que decorreu no Auditório Municipal do Bombarral. Exemplo de projectos propostos é a ligação ferroviária entre o Novo Aeroporto de Lisboa e a linha do Norte (Cartaxo/Santarém), eventualmente aproveitando parte do canal da linha de Setil, criando-se assim um novo eixo de desenvolvimento para o interior e a modernização da linha do Oeste. Carlos Barroso

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