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ARECO recebe exposição de Carlos de Oliveira

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O salão da Associação Recreativa e Cultural do Coto (ARECO) recebeu, de 15 a 24 de Maio, a exposição de cerâmica e escultura, intitulada “A Gratidão”, do artista caldense, Carlos de Oliveira. Trata-se de uma exposição de reconhecimento ao artista plástico que fez e ofereceu um busto em homenagem a Fernando Rodrigues, elemento que cedeu […]
ARECO recebe exposição de Carlos de Oliveira

O salão da Associação Recreativa e Cultural do Coto (ARECO) recebeu, de 15 a 24 de Maio, a exposição de cerâmica e escultura, intitulada “A Gratidão”, do artista caldense, Carlos de Oliveira. Trata-se de uma exposição de reconhecimento ao artista plástico que fez e ofereceu um busto em homenagem a Fernando Rodrigues, elemento que cedeu o terreno para construção da ARECO. Na sequência da feitura do busto, foi-lhe endereçado o convite para fazer uma exposição, inaugurada no 15 de Maio. Como Carlos de Oliveira fez a sua escola primária no Coto, decidiu levar peças para a exposição que homenageassem as suas professoras, Luísa Vargas e Maria da Ascensão, que lhe ensinaram “os primeiros “passos” como criança”. A cerimónia de inauguração desta mostra de arte teve a presença de cerca de 100 pessoas, que quiseram prestar o seu tributo a este artista. “Carlos Oliveira é uma figura incontornável no sector das artes plásticas, suas obras hoje, prenhes de minúcias, captam o sentido da vida, da ordem e da desordem do cosmos”, palavras de António Pereira dos Santos, na sessão de inauguração da exposição. De Carlos de Oliveira tem a imagem de um homem de “muito carácter, profissional e conhecedor do seu ofício”. Durante a cerimónia Catarina Gaspar, Anabela Val-Flores e Paulo Pimentel leram alguns poemas que escreveram em homenagem ao artista. Foi ainda durante a cerimónia inaugural atribuída a Carlos de Oliveira o “Título de Amizade”, que foi entregue pelo vice-presidente da ARECO, José Rafael. Na exposição, os visitantes puderam observar com atenção as 28 peças produzidas pelo artista, que deu uma explicação pormenorizada sobre cada trabalho. Natural de Caldas da Rainha, Carlos de Oliveira nasceu em 1963. Com a criação do Cencal em 1981 começou a sua formação nas áreas de desenho e moldagem e teve como mestres Artur Lopes, Armando Correia e Herculano Elias. Esteve desde a década de 80 ligado a projectos da indústria cerâmica, nas áreas de modelação, design e moldes, colaborando com empresas nacionais e internacionais. Em 1989 criou o seu próprio Atelier-Fábrica, onde hoje possui condições de executar obras de grandes dimensões, quer em cerâmica quer em escultura, bronze, fibras e resinas. Trabalham actualmente no seu atelier e em parceria colegas tais como o pintor Bravo da Mata, o pintor Gomes da Silva e o cartoonista e escultor Augusto Cid. Tem participado em diversas exposições individuais e colectivas e encontra-se representado em colecções particulares portuguesas e estrangeiras. Para o artista, esta exposição foi feita “com coração e com muita emoção”. “Foi uma homenagem às minhas professoras, porque foram elas as primeiras pessoas que me incentivaram para o desenho”, disse. Quando Carlos de Oliveira está a trabalhar inspira-se na imagem do cordeiro que seu pai lhe moldou quando ele tinha 4 anos. “Ando atrás do meu cordeiro que é o meu sonho e felizmente ele tem vindo a crescer”, revelou. Apesar de ser um ceramista e escultor com trabalhos expostos em vários locais do país, esta foi a primeira exposição individual de Carlos de Oliveira nas Caldas da Rainha. Sendo um ceramista e escultor caldense já com um grande espólio de obras, este artista desconhece “a razão porque nunca fui convidado pela autarquia das Caldas a expor na Galeria Municipal”. “Obra pública” é o que o artista gosta mais de fazer. Tem várias esculturas e monumentos expostos de norte a sul de Portugal. Vai inaugurar, no dia 7 de Junho três cavalos de grande dimensão, na Praça do Município de Oeiras. É autor de vários trabalhos públicos: Painel cerâmico Edifício Quadrante – Bronze de homenagem aos Bombeiros de Oleiros; Escultura de homenagem à Mãe – Gândareza, Fontinha; Mural do C.S.P. de Sta Catarina; Monumento de homenagem à missão KFOR Kosovo 2006; Escultura Lavagante – Viveiros Atlântico – Ribamar; Mural do Edifício Cerejas – Caldas da Rainha; Escultura – Ana Saramago Cabeleireiros – Caldas da Rainha. É referenciado em livros da especialidade – cerâmica e escultura de Carlos Bajouca e Anuário Internacional de 2003 de Fernando Infante do Carmo e já fez diversas exposições individuais e colectivas. Marlene Sousa

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