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Alunos propõem “plataforma logística” em caso de catástrofe

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A construção de uma “plataforma logística” para auxílio às populações dos concelhos de Peniche, Lourinhã e Óbidos, em caso de catástrofe, foi proposta por alunos do curso de especialização tecnológica “Logística em Emergência”, ministrado em Peniche. Os alunos, em grande parte bombeiros da região, apresentaram no passado dia 21 o projecto da construção da “plataforma […]

A construção de uma “plataforma logística” para auxílio às populações dos concelhos de Peniche, Lourinhã e Óbidos, em caso de catástrofe, foi proposta por alunos do curso de especialização tecnológica “Logística em Emergência”, ministrado em Peniche. Os alunos, em grande parte bombeiros da região, apresentaram no passado dia 21 o projecto da construção da “plataforma logística”, um equipamento que de acordo com o estudo deveria ficar situado junto ao IP6 no concelho de Peniche. O trabalho analisou vários tipos de riscos a que estão sujeitos os três concelhos e concluiu que “o risco de poluição marítima é o mais elevado” já que o território dos três municípios é abrangido por áreas de costa. O conceito de “plataforma logística” de emergência apresentado na presença do secretário de Estado da Protecção Civil consiste num espaço que funcionaria como local de resposta rápida às populações em caso de catástrofe. Segundo o projecto, a plataforma custaria 3 milhões e 200 mil euros e seria dotada de sistema de comunicações, materiais de socorro e de campanha, helipista podendo socorrer duas mil pessoas em cinco dias. O director do curso, Pedro Gonçalves disse à Lusa que “este tipo de plataformas ainda não existe em Portugal e o Governo deveria estudar este tipo de solução”. Para o secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, com esta apresentação apenas “está lançada a discussão” considerando que “este é trabalho meramente académico”. “É um mero exercício. Tem o mérito de ser um trabalho feito com algum rigor técnico-científico mas o pior que poderíamos fazer a estes jovens era transformá-lo num trabalho definitivo”, disse José Miguel Medeiros. “O país está dotado de um conjunto de recursos de protecção civil que são aqueles que achamos podem ser os necessários no caso dos riscos que estão identificados e são os possíveis para o país que somos”, referiu o secretário de Estado.

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