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A saúde do coração também depende dos dentes

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Pesquisas científicas concluíram que existem fortes evidências de que a doença periodontal (também conhecida por Piorreia) está ligada a certas doenças cardíacas. Pessoas que apresentavam retracção das gengivas e perdas ósseas a nível dos dentes obtiveram importantes alterações a quando da realização de um electrocardiograma, indicativas de provável cardiopatia. A doença periodontal é uma infecção […]
A saúde do coração também depende dos dentes

Pesquisas científicas concluíram que existem fortes evidências de que a doença periodontal (também conhecida por Piorreia) está ligada a certas doenças cardíacas. Pessoas que apresentavam retracção das gengivas e perdas ósseas a nível dos dentes obtiveram importantes alterações a quando da realização de um electrocardiograma, indicativas de provável cardiopatia. A doença periodontal é uma infecção crónica das gengivas e do osso que no seu estágio inicial é conhecida como gengivite. Esta é uma condição muito comum em que o sintoma mais visível é uma inflamação que leva ao sangramento da gengiva. Se a condição se mantiver e posteriormente se agravar, transforma-se numa situação irreversível que é chamada periodontite. Numa fase mais avançada esse problema causa dificuldades de mastigação, dores, graves perdas ósseas e em consequência disso os dentes começam a abanar e por último têm de ser extraídos. Nos últimos anos foi também evidenciado um alto risco de doença cardíaca como a miocardite e endocardite bacteriana. Estudos preliminares demonstraram que a periodontite provocava elevação dos níveis da proteína C-reactiva e outros marcadores de inflamações do organismo, que há algum tempo cardiologistas descobriram serem indicativos de uma grave doença degenerativa das artérias, a aterosclerose. Esses factos fizeram com que os cientistas aprofundassem os estudos, relacionando periodontite e cardiopatia. Delimitaram bem os detalhes do problema: as bolsas gengivais, para terem importância na saúde do organismo deveriam ter uma profundidade maior do que dois milímetros, além de uma grande perda óssea a nível dentário. Assim sendo, estes problemas orais passavam a ter uma significativa influência nas anormalidades cardíacas, registadas no muito útil eletrocardiograma. A conclusão óbvia é a de que não podemos perder tempo se surgir algum problema oral, devendo procurar tratamento com um médico dentista. Não se esqueça que, dentes e gengivas em bom estado, além da beleza estética e mastigação saudável, o seu coração também agradece. Bryan H. Ferreira Médico dentista do Centro Médico e Dentário da Avenida em Caldas da Rainha cmdavenida@gmail.com

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