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Cidade vai ter mais zonas com parcómetros

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A Câmara Municipal das Caldas vai colocar quase dois mil sinais de trânsito novos na cidade até ao Verão e quer que os parcómetros sustentem os custos de haverem transportes públicos na cidade. A revelação foi feita pelo vereador João Aboim, pelo assessor do trânsito Cláudio Moniz e pelo técnico do gabinete de planeamento, José […]
Cidade vai ter mais zonas com parcómetros

A Câmara Municipal das Caldas vai colocar quase dois mil sinais de trânsito novos na cidade até ao Verão e quer que os parcómetros sustentem os custos de haverem transportes públicos na cidade. A revelação foi feita pelo vereador João Aboim, pelo assessor do trânsito Cláudio Moniz e pelo técnico do gabinete de planeamento, José Ferreira, numa entrevista conjunta e onde foram abordados alguns temas do trânsito da cidade. Sobre os parcómetros, João Aboim divulgou que a zona de estacionamento pago “vai ser aumentada para dinamizar a rotatividade de estacionamento na cidade”, mas também para sustentar os transportes públicos. “Está a ser estudado o alargamento da área para ser viável a exploração dos espaços a uma empresa da especialidade. A tendência é termos, com alguma prudência, mais lugares taxados”. Porém, os actuais equipamentos estão sucessivamente avariados “porque ultrapassaram a sua vida útil, mas também pelos actos de vandalismo que sofrem”, confirmou Cláudio Moniz. Porém, João Aboim acha prematuro investir cerca de sete mil euros em parcómetros novos quando “poderemos abrir um concurso para se meterem mais parcómetros. Se vamos tê-los de uma empresa que os vai explorar, comprar é deitar dinheiro para a rua”. O vereador admitiu, no entanto, que as receitas “estão um pouco abaixo das nossas expectativas, exactamente devido a essas avarias”. Cláudio Moniz apontou que os técnicos da empresa dos parcómetros “custam no mínimo 500 euros para arranjar três equipamentos”, destacando ainda que “as avarias são sequenciais e só no ano passado foram gastos sete mil euros em manutenção”. Actualmente, as pinturas de marcas rodoviárias e de passadeiras estão paradas, mas “esse trabalho ainda não terminou”, havendo ainda “uma série de ruas a serem intervencionadas, quer na marcação de passadeiras, quer em marcas rodoviárias. Há muito trabalho a ser feito”, começou por dizer Cláudio Moniz. A marcação dessas linhas tem estado parada por causa do mau tempo e porque a empresa que ganhou a empreitada “tem outros trabalhos em curso”. O assessor do trânsito revelou que “não há nenhuma data determinada” para a conclusão da adjudicação. João Aboim afirmou ser “prática da autarquia fazer um concurso de dois em dois anos para repintar uma série de locais e depois, mediante essa verba, andamos a dizer onde é mais necessário pintar até esgotar a verba”. Cláudio Moniz esclareceu que inicialmente o procedimento “foi chegar junto de todas as escolas e depois ir pintando do exterior para o interior da cidade”, descrevendo ainda que “a intervenção de fundo dentro da cidade terá de ser acompanhada pela PSP, porque implica cortes de vias e desvio de trânsito”. Sublinhou também que a empreitada “era essencialmente para a pintura de passadeiras”, até porque as pinturas de marcas rodoviárias “foge um pouco ao âmbito da adjudicação”. “A pintura de locais de estacionamento e lugares de cargas e descargas fará parte de um estudo que ainda vai ser implementado, que passa pelo Plano de Mobilidade”, adiantou. “Aproveitámos que os homens aqui estão e fizemos algum trabalho que era necessário. As marcas rodoviárias que foram pintadas já deveriam ter sido implementadas há muito tempo”, frisou. Quanto a uma intervenção a realizar na Praça 25 de Abril, as ordens são para repintar os lugares de estacionamento na rotunda, embora João Aboim aguarde pela conclusão do Plano de Mobilidade para modificar e requalificar a Praça. “Está no horizonte fazermos uma intervenção na Praça 25 de Abril, mas tudo isso implica um projecto. É uma coisa para três anos e portanto não faz sentido não repintar agora e continuarmos como está. Tudo isto vai levar uma volta importante com o Plano de Mobilidade, que está na recta final da sua conclusão”. Sobre a sinalização vertical, a primeira explicação partiu de José Ferreira, que esclareceu que foi feito um levantamento pelo antigo assessor do trânsito, José Sousa, onde estava prevista a substituição ou colocação de quase dois mil sinais. “Fizemos uma candidatura à DGV, mas as candidaturas foram suspensas, mas de qualquer maneira a Câmara fez um concurso, que está concluído”, disse. No entanto, há sinais novos na cidade que têm vindo a ser colocados, em casos que considera serem “pontuais e não fazem parte do concurso”. Numa outra indicação o vereador do Planeamento confessou que “há entidades privadas que compram sinais e os colocam”, informando ainda que a autarquia “dá a autorização”. Um dos casos mais recentes aconteceu com os responsáveis do Hotel Cristal, que definiram um espaço para clientes da unidade. “Um sinal é económico de comprar por um particular (cerca de 50 euros) e nós limitamo-nos a verificar as regras na sua colocação”, acrescentou. José Ferreira informou que todas as intervenções “têm o acordo da PSP”. Sobre a sinalética da Rua dos Heróis da Grande Guerra, João Aboim assumiu que “é complicada no seu troço inicial” por albergar entradas para os Correios, Rodoviária e algumas garagens. “A Rua gerou uma situação complicada de sinalização. Posso dizer que esta situação foi muito discutida com a PSP e foi no entendimento com a polícia, com bastantes horas de discussão, que chegámos a um consenso, de que seria esta a sinalização menos má. Ali não conseguimos encontrar a sinalização perfeita. A que está, é criticável, mas se fosse outra, tinha outras críticas. Aquela é a menos criticável e foi com o conselho da PSP”, afirmou. João Aboim anunciou também que “está aprovado um reforço de sinalização nas artérias adjacentes” à Rua dos Heróis da Grande Guerra. Sobre as placas informativas e de orientação urbana, o vereador do Planeamento comunicou que “estão a ser corrigidas”, expondo que “uma já está colocada junto à Escola de Sargentos do Exército, mas terá de receber a construção de um local de paragem para poder ser consultada”. Está ainda prevista a colocação de mais duas, na zona da Expoeste e junto à Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. O vereador João Aboim confirmou que, apesar de “obsoleta, de fraca visibilidade”, a actual sinalização “está legal”, confirmando ainda que pediu um parecer à PSP que “confirmou a sua legalidade”, apesar de existirem ofícios desde o mandato anterior onde os agentes do trânsito pedem a substituição de sinais pela sua fraca visibilidade. Neste concurso de aquisição de dois mil sinais “não foi contemplada a aquisição de sinalização para bicicletas” e por isso João Aboim, que “quer promover o uso deste veículo”, descreveu que “embora haja um uso indevido de bicicletas em cima dos passeios em casos pontuais, estamos a dar um sinal negativo daquilo que queremos promover”. O responsável pelo pelouro da mobilidade já foi abordado pela PSP por esta questão, até porque o sinal de trânsito proibido na Rua dos Heróis da Grande Guerra implica também que as bicicletas não circulem naquela via. Para essa resposta, João Aboim refugia-se no Plano de Mobilidade, quer trará “soluções de zonas cicláveis, ciclovias ou zonas da cidade com limite de 30km/h para que haja convivência entre a bicicleta e o automóvel”. “Há um acordo entre a Câmara e a polícia que estabelece que enquanto for pontual, que não ponha em perigo, que seja sensato, fecha-se os olhos. Mas se isso implicar o uso pedonal da Rua, teremos de disciplinar, se aparecer mais gente a andar de bicicleta”, referiu. Carlos Barroso

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