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Simulacro de atentado terrorista em Óbidos

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Num simulacro realizado em Óbidos, o INEM testou um alerta por SMS para accionar os seus elementos das Caldas da Rainha que estavam de folga. Por se tratar de um cenário multivítimas, cerca de 30 sinistrados, e apenas existir uma equipa médica da VMER, sedeada nas Caldas da Rainha, o INEM, além de ter accionado […]
Simulacro de atentado terrorista em Óbidos

Num simulacro realizado em Óbidos, o INEM testou um alerta por SMS para accionar os seus elementos das Caldas da Rainha que estavam de folga. Por se tratar de um cenário multivítimas, cerca de 30 sinistrados, e apenas existir uma equipa médica da VMER, sedeada nas Caldas da Rainha, o INEM, além de ter accionado meios de Coimbra, enviou um SMS para os elementos que estavam de folga. O SMS que dizia “Sem excepção – Explosão num veículo junto à Igreja Santa Maria Óbidos. Comparecer nos B. V. de Óbidos. Em caso de dúvida contactar 239797800”, mobilizou mais quatro equipas de médicos e enfermeiros. A equipa com um enfermeiro e um médico da VMER de Caldas da Rainha efectuou a primeira triagem das vítimas, enquanto que as duas equipas do CODU de Coimbra que foram accionadas em simultâneo, mas chegaram sensivelmente 45 minutos depois, montaram em sete minutos, com a ajuda de mais uma VMER e a Viatura de Intervenção e Catástrofe, um Hospital de Campanha no exterior da muralha do castelo de Óbidos, por onde passaram as três dezenas de vítimas deste atentado terrorista simulado. Carlos Codinha, comandante da GNR de Óbidos, contou que no cenário “foram evacuadas as pessoas que não foram atingidas e foram abertos corredores para que os meios de socorro pudessem chegar rapidamente e trabalhassem em segurança”. Por outro lado acrescentou que “accionámos as equipas de cinotecnia e de inactivação de engenhos explosivos, que acabaram por descobrir e detonar controladamente, outro engenho que não tinha eclodido durante o atentado”. Para Sérgio Gomes, comandante dos Bombeiros de Óbidos, a simulação de um atentado terrorista, onde houve a explosão de uma viatura com propagação do fogo a um edifício, com vítimas que ficaram fechadas no prédio e tiveram de ser evacuadas, foi um grande teste pelo número de meios e entidades envolvidas. “Esteve a Autoridade de Protecção Civil, com 55 bombeiros e 20 viaturas, proveniente das corporações de Óbidos, Caldas, Pataias, Bombarral, Peniche, São Martinho do Porto, Alcobaça e Nazaré. Simulámos um cenário de multivítimas, onde testámos o socorro dentro das muralhas, que é o mais complicado que temos no concelho”, referiu. Há dez anos atrás, quase nenhuma viatura de combate e socorro entrava nas muralhas, mas agora “já temos meios que conseguem entrar dentro da vila”,. Carlos Guerra, coordenador adjunto da Protecção Civil de Leiria, explicou que o atentado terrorista “serviu para colocar a trabalhar em conjunto a GNR, a Protecção Civil, os Bombeiros e o INEM, onde foram treinados os meios de socorro e as comunicações”. O responsável expôs que “Óbidos é um local de difícil laboração dentro das muralhas”, o que levou a que muito do material utilizado no socorro tivesse sido transportado à mão. Das situações a corrigir, Carlos Guerra tomou nota da prestação do INEM, afirmando que “por ter havido um elevado número de vítimas, a primeira equipa do INEM teve alguma dificuldade em estabelecer prioridades e acabou por se deixar absorver com um só doente”. A organização inicial dos meios no teatro de operações é também uma tarefa a rever. Neste simulacro foi testada a nova viatura de comando de operações de socorro e que Carlos Guerra explica ser “mais espaçosa e ter mais tecnologias, com computadores, sistemas informáticos e ter um maior visionamento”, destacando “uma maior sala de trabalho para os elementos de comando laborarem”. Segundo o coordenador distrital adjunto, “é necessário fazerem-se mais simulacros e exercícios do género, porque é fundamental testar os Planos de Emergência dos concelhos e os meios de socorro, e no caso de Óbidos o seu plano está aceitável e respondeu às necessidades”, havendo no entanto a necessidade de alguns ajustamentos. Carlos Barroso

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