Habituada a promover o Oeste em feiras internacionais nos Estados Unidos, França ou Dubai, Lília Romão levará ao certame holandês um conjunto de imóveis da região, procurando captar o crescente interesse estrangeiro no mercado português. A Second Home reúne mais de 150 mil casas de férias de 25 países, incluindo mais de 350 imóveis portugueses, e integra diversos seminários onde especialistas, entre os quais a consultora caldense, apresentarão tendências e oportunidades do setor.
A Silver Coast, que inclui Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Lourinhã está a ganhar forte visibilidade internacional, e é precisamente esta faixa litoral que Lília Romão tem escolhido promover.
Questionada sobre esta opção, afirmou que a Silver Coast “representa aquilo que o investidor estrangeiro realmente procura hoje: autenticidade, espaço, proximidade ao mar, segurança, preços ainda competitivos e grande potencial de valorização”. Comparando com destinos mais consolidados como Lisboa, Porto ou o Algarve, disse que estes são mercados maduros, enquanto o Oeste “é um mercado em crescimento, e quem investe cedo ganha vantagem”.
Sobre o interesse particular do mercado holandês, explicou que os compradores dos Países Baixos valorizam “a praia e a natureza preservada, um ambiente tranquilo, a existência de uma comunidade internacional crescente e o acesso a Lisboa em menos de uma hora”, acrescentando que “a proximidade ao aeroporto é decisiva, mas viver fora do ritmo intenso da capital é o verdadeiro luxo”, especialmente num clima ameno durante todo o ano.
Quando questionada sobre se a Silver Coast poderá ultrapassar destinos portugueses tradicionais, a consultora respondeu que “não se trata de ultrapassar, mas de posicionamento estratégico”. Para Lília Romão, “Lisboa é urbana, o Algarve é turístico e já muito valorizado, e a Silver Coast é equilíbrio”, destacando que o mercado internacional procura cada vez mais “qualidade de vida e menos massificação”.
A consultora revelou ainda que os investidores estrangeiros procuram sobretudo “moradias com jardim, casas com vista de mar, construção moderna com eficiência energética e imóveis perto da praia, mas em zonas residenciais tranquilas”. Defendeu que a região consegue oferecer “espaço e qualidade por valores que em Lisboa seriam incomportáveis”.
Numa mensagem dirigida aos proprietários da região, afirmou que quem tem um imóvel na Silver Coast “tem um ativo estratégico”, mas alertou que “precisa de ser apresentado ao mercado certo”. “Posiciono património no mercado internacional. A Silver Coast não é alternativa. É oportunidade”, salientou.


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