Patriarca de Lisboa em cerimónias religiosas na Berlenga

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O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu na Berlenga, no passado dia 21, às cerimónias religiosas em honra de São João Batista, padroeiro dos pescadores na ilha.
D. Rui Valério na festa em honra de São João Batista, padroeiro dos pescadores na Berlenga

“A tradicional Festa de São João Batista é uma celebração profundamente enraizada na fé e na cultura marítima da comunidade local”, vincou o Patriarcado de Lisboa.

Organizado pela Paróquia de Peniche, o programa teve início manhã cedo, em Peniche, com a viagem de barco até ao Bairro dos Pescadores, na ilha da Berlenga, onde o patriarca destacou na sua homilia durante a eucaristia três dimensões espirituais ligadas ao universo marítimo.

Em primeiro lugar, o mar como lugar de comunhão. “Todos trabalham para o mesmo e sabem-se responsáveis uns dos outros. Celebrar o mar é celebrar a união entre as pessoas, que pode fazer surgir aquilo que o ser humano tem de melhor para oferecer”, sublinhou.

Rui Valério centrou-se depois na figura de São João Batista, apresentando-o como exemplo de vida aberta a Deus e aos outros: “João Batista aponta para Cristo, e por isso aponta para lá de si próprio. Soube usar as águas como sinal de caminho para Deus, através do batismo de penitência que oferecia”.

Por fim, o patriarca de Lisboa evocou o símbolo da âncora, tão familiar aos homens e mulheres do mar, para destacar a importância da fé como alicerce. “A âncora oferece firmeza, a base sólida que é Deus. Quando Ele é a nossa âncora, não caímos, não ficamos sem sentido para a vida”, sustentou, na celebração que foi concelebrada pelo pároco de Peniche, padre Ivo Santos.

A celebração contou também com a presença de diversas autoridades civis e militares. Da Marinha, marcaram presença o contra-almirante Domingos Vaz, subdiretor-geral da Autoridade Marítima Nacional e 2.º comandante-geral da Polícia Marítima, bem como o capitão do porto de Peniche, Nuno Moreira. Estiveram empenhados elementos da capitania e da Polícia Marítima de Peniche e tripulantes da Estação Salva-vidas de Peniche.

Após a missa, D. Rui Valério visitou as instalações dos pescadores, num gesto de proximidade e apreço pelo trabalho de quem vive do mar.

Seguiu-se o almoço e a tradicional procissão no mar, momento carregado de simbolismo para pescadores, visitantes e fiéis, e na qual participaram cerca de 130 pessoas e 20 embarcações.

Houve ainda tempo para a visita do patriarca de Lisboa ao farol da Berlenga.

A Festa de São João Batista continua a ser um momento de encontro entre fé, tradição e cultura marítima, reforçando os laços de uma comunidade que vive profundamente ligada ao oceano

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