Jogralesca apresentou CD dedicado à música do tempo da Rainha D. Leonor

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Foi apresentado no dia 7 de dezembro, no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, o CD “AY, que Fortes Penas!”, do grupo Jogralesca, dedicado à música do tempo da Rainha D. Leonor (1458–1525). Na sessão a vereadora da Cultura, Conceição Henriques, anunciou a criação do Centro de Estudos sobre a Rainha D. Leonor, integrado no futuro Centro de Memória das Caldas da Rainha.

Foi apresentado no dia 7 de dezembro, no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, o CD “AY, que Fortes Penas!”, do grupo Jogralesca, dedicado à música do tempo da Rainha D. Leonor (1458–1525). A sala encheu para assistir à apresentação do álbum, que reúne 18 temas de inspiração daquela época, que valorizava a música tanto para celebrações religiosas quanto para eventos sociais e cortesãos.

Sediado nas Caldas da Rainha e em Óbidos, o Jogralesca é formado por Ana Clément (voz, flautas de bisel, charamela e percussão), Ana Margarida Silva (flautas de bisel), João Carlos Lopes (voz, flautas de bisel e charamela), Orlando Trindade (voz, viola de mão e percussão) e Joaquim António Silva (alaúde, viola de mão, viola de gamba, charamela e direção musical).

O disco nasce do programa criado para assinalar os 500 anos da morte de D. Leonor. Joaquim António Silva afirmou que “após o trabalho de pesquisa e construção do repertório, o projeto foi apresentado à Câmara Municipal, dando origem a seis concertos pelas freguesias do concelho”. “A ideia inicial não passava pela gravação de um disco, mas essa possibilidade depois surgiu. Percebemos que o conjunto das peças era coerente e que podia ficar uma memória local da música do tempo da Rainha D. Leonor”, explicou.

 

Centro de Estudos dedicado a D. Leonor

 

A vereadora da Cultura, Conceição Henriques, anunciou a criação do Centro de Estudos sobre a Rainha D. Leonor, integrado no futuro Centro de Memória das Caldas da Rainha.

Segundo a autarca, este será “um dos eixos de atuação do Centro de Memória”, apostando não só na preservação documental, mas também na investigação sobre o território. “Temos tendência para ver os arquivos apenas como depósito de documentos, mas queremos que sejam motores de conhecimento”, sublinhou.

O novo Centro de Estudos poderá apoiar investigação através de bolsas e projetos científicos, envolvendo áreas como a história, a música e a identidade local. “Estes 500 anos da morte da Rainha D. Leonor deram o impulso para avançarmos”, afirmou.

O modelo de funcionamento, a equipa e a localização ainda estão a ser definidos. “Estamos a criar uma equipa multidisciplinar para estruturar o Centro de Memória com rigor”, explicou a vereadora, acrescentando que só depois será escolhido o edifício onde será localizado.

O Centro de Estudos da Rainha D. Leonor fará parte deste projeto que pretende agregar, digitalizar e disponibilizar toda a memória histórica das Caldas da Rainha, promovendo também novas iniciativas de conhecimento científico sobre a cidade.

O CD foi gravado no Museu do Hospital e das Caldas, entre agosto e setembro de 2025, com produção musical de Duncan Fox, e conta com apoios da Fundação GDA, Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Centro Cultural e de Congressos, da Unidade Local de Saúde do Oeste e Museu do Hospital e das Caldas, onde o CD pode ser adquirido.

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