As adegas cooperativas assumem um papel relevante na cadeia de valor do setor vitivinícola, não apenas pela forte implantação territorial, mas também pelo seu peso económico dentro da Indústria do Vinho. A relevância atual e história das adegas cooperativas no setor vitivinícola bem como no tecido económico português, tanto pelo seu peso na produção como pela sua presença territorial, tornou fundamental a realização de um estudo que quantifica de forma rigorosa o seu contributo para a economia nacional.
Este estudo analisou o impacto socioeconómico das adegas cooperativas em Portugal em 2023, tendo em conta o contributo para a economia portuguesa tanto em termos diretos como indiretos e induzidos. Para alcançar este objetivo, o estudo foi estruturado em três etapas: inquérito sobre o valor da produção, das vendas, dos gastos com fornecedores, dos impostos e taxas, dos gastos com pessoal, número de empregados, entre outras informações. Depois, análise e tratamento dos dados do inquérito aos produtores e dados do Instituto Nacional de Estatística, do Instituto da Vinha e do Vinho e da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social. Por último, análise de impacto a partir da ferramenta Trace e da matriz Input-Output da economia portuguesa, que permite o cálculo monetário dos impactos diretos, indiretos e induzidos.
Os indicadores macroeconómicos das adegas cooperativas em Portugal revelaram uma atividade económica significativa, com um volume de negócios de 454,43 milhões de euros e uma produção de 434,90 milhões de euros, refletindo a dimensão do setor. Em termos de criação de riqueza e sua distribuição, as adegas cooperativas geraram 110,90 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB), enquanto as remunerações atingiram 37,28 milhões de euros e empregaram ainda 1.556 trabalhadores.
As adegas cooperativas tiveram um peso expressivo dentro da própria Indústria do Vinho: geraram cerca de 21,75% do volume de negócios, 20,88% da Produção, 20,88% do VAB e 17,05% das remunerações, e asseguraram 12,79% do emprego do setor.
Este contributo traduz-se em pesos significativos na economia nacional e corresponde a cerca de 0,32% do PIB nacional, reforçando assim a importância estratégica destas entidades para o desenvolvimento económico e social do país.
As adegas cooperativas criam um forte efeito de arrastamento económico, alavancando desde setores diretamente ligados à produção vitivinícola – como agricultura, bebidas, minerais não metálicos, produtos químicos, publicidade, papel, madeira e serviços de logística até atividades de serviços e comércio impulsionadas pelos efeitos indiretos, como restauração, vendas por grosso e a retalho, energia,transportes alojamento e serviços financeiros.
A este movimento soma-se o impacto induzido, que se espalha pelos vários setores os quais estão associados ao consumo das famílias, que inclui serviços imobiliários, saúde, educação, comércio,energia e serviços pessoais.
No final desta apresentação a Fenadegas deixou o seu agradecimento pela dinâmica criada no encontro, o espírito de
de cooperação e a abertura demonstrada pelas várias instituições, vincando que os resultados apresentados são claros, sólidos e relevantes: “As adegas cooperativas são um pilar económico, social e territorial do país desempenhando um papel determinante na vitalidade do interior, na valorização da produção e no futuro de setor vitivinícola português”.


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