Estudo sobre as adegas cooperativas afirma o seu impacto socioeconómico em Portugal

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A apresentação de um estudo sobre o impacto socioeconómico das adegas cooperativas em Portugal teve lugar na sede da Fenadegas, em Lisboa, com a presença do Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, tendo estado representadas sócias da federação nacional, como é o caso no concelho do Cadaval as adegas cooperativas da Vermelha e do Cadaval, através dos seus presidentes, respetivamente Rui Soares e Leopoldo Nunes.

 

As  adegas cooperativas assumem um papel relevante na cadeia de valor do setor vitivinícola, não apenas pela forte implantação  territorial, mas também pelo seu peso económico dentro da Indústria do Vinho. A relevância atual e história das adegas cooperativas no setor vitivinícola bem como no tecido económico português, tanto pelo seu peso na produção como pela sua presença territorial, tornou fundamental a realização de um estudo que quantifica de forma rigorosa o seu contributo para a economia nacional.

Este estudo analisou o impacto socioeconómico das adegas cooperativas em Portugal em 2023, tendo em conta o contributo para a economia portuguesa tanto em termos diretos como indiretos e induzidos. Para alcançar este objetivo, o estudo foi estruturado em três etapas: inquérito sobre o valor da produção, das vendas, dos gastos com fornecedores, dos impostos e taxas, dos gastos com pessoal, número de empregados, entre outras informações. Depois, análise e tratamento dos dados do inquérito aos produtores e dados do Instituto Nacional de Estatística, do Instituto da Vinha e do Vinho e da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social. Por último, análise de impacto a partir da ferramenta Trace e da matriz Input-Output da economia portuguesa, que permite o cálculo monetário dos impactos diretos, indiretos e induzidos.

Os indicadores macroeconómicos das adegas cooperativas em Portugal revelaram uma atividade económica significativa, com um volume de negócios de 454,43 milhões de euros e uma produção de 434,90 milhões de euros, refletindo a dimensão do setor. Em termos de criação de riqueza e sua distribuição, as adegas cooperativas geraram 110,90 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB), enquanto as remunerações atingiram 37,28 milhões de euros e empregaram ainda 1.556 trabalhadores.

As adegas cooperativas tiveram um peso expressivo dentro da própria Indústria do Vinho: geraram cerca de 21,75% do volume de negócios, 20,88% da Produção, 20,88% do VAB e 17,05% das remunerações, e asseguraram 12,79% do emprego do setor.

Este contributo traduz-se em pesos significativos na economia nacional e corresponde a cerca de 0,32% do PIB nacional, reforçando assim a importância estratégica destas entidades para o desenvolvimento económico e social do país.

As adegas cooperativas criam um forte efeito de arrastamento económico, alavancando desde setores diretamente ligados à produção vitivinícola – como  agricultura, bebidas, minerais não metálicos, produtos químicos, publicidade, papel, madeira e serviços de logística até atividades de serviços e comércio impulsionadas pelos efeitos indiretos, como restauração, vendas por grosso e a retalho, energia,transportes alojamento e serviços financeiros.

A este movimento soma-se o impacto induzido, que se espalha pelos vários setores os quais estão associados ao consumo das famílias, que inclui serviços imobiliários, saúde, educação, comércio,energia e serviços pessoais.

No final desta apresentação a Fenadegas deixou o seu agradecimento pela dinâmica criada no encontro, o espírito de

de cooperação e a abertura demonstrada pelas várias instituições, vincando que os resultados apresentados são claros, sólidos e relevantes: “As adegas cooperativas são um pilar económico, social e territorial do país desempenhando um papel determinante na vitalidade do interior, na valorização da produção e no futuro de setor vitivinícola português”.

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