Entrevista ao presidente da Câmara Municipal do Cadaval

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O 128.º Aniversário da Restauração do Concelho do Cadaval é o tema da conversa com o presidente da Câmara Municipal do Cadaval, Ricardo Pinteus.

 

JC: O Cadaval celebra mais um Feriado Municipal. Que mensagem tenciona transmitir aos munícipes este ano?

 

RP: O Feriado Municipal do Cadaval celebra a nossa identidade e autonomia, conquistadas com o esforço das gerações passadas, e é o momento ideal para agradecer às gentes, associações, empresas e instituições que constroem diariamente este território. A mensagem deste ano é clara: Dinamismo e confiança no futuro – um compromisso para um Cadaval mais coeso, dinâmico e atrativo, valorizando as pessoas, as freguesias, as famílias, os agricultores, as empresas e os jovens.

 

JC:  O que destaca das comemorações?

 

RP: O programa das comemorações do 128.º Aniversário da Restauração do Concelho do Cadaval, de 10 a 13 de janeiro, combina atos protocolares, culturais e de reconhecimento comunitário, distribuídos por várias freguesias e equipamentos municipais. Destacam-se a inauguração do Parque Infantil de Alguber, a entrega dos Prémios de Mérito Escolar complementado com a comemoração dos 25 anos do prémio e uma sessão de homenagem às PME Líder e Excelência do sediadas no concelho.  Além de  momentos culturais, como o concerto de Ano Novo do Grupo Coral do Cadaval, concerto do Coro Anacrusis e Jazz com Tahina Rahary Malagasy Roots.

 

JC: Como está a correr este primeiro ano do mandato à frente da Câmara? Quais as principais dificuldades e conquistas?

 

RP: Têm sido alcançadas conquistas importantes: o avanço de instrumentos de gestão territorial, como a revisão do PDM e a definição de áreas de reabilitação urbana; o reforço da cooperação com as freguesias, associações e IPSS; e a continuidade de investimentos em áreas essenciais como educação, ação social e apoio à economia local. Tem sido também uma prioridade consolidar uma administração municipal mais próxima, acessível e orientada para a resolução dos problemas concretos dos munícipes.

 

JC: Quais são as apostas da Câmara para 2026?

 

RP: Continuará a ser prioritária a captação de fundos comunitários e a colaboração com a Comunidade Intermunicipal do Oeste, para concretizar projetos supramunicipais nas áreas da mobilidade, ambiente, turismo e desenvolvimento económico.

Entre as prioridades está a criação de um espaço de Cowork, pensado para apoiar jovens empreendedores, trabalhadores independentes e novos modelos de trabalho, promovendo a fixação de talento e a dinamização da economia local.

No âmbito da valorização ambiental e turística, destaca-se a preparação para a construção do Percurso Pedestre Interpretativo da Penha do Meio-Dia, na Serra do Montejunto, um projeto que alia património natural, educação ambiental e promoção do turismo.

O Município aposta igualmente na dinamização da comunidade jovem, dando continuidade ao Festival da Juventude, tendo sido um sucesso na edição anterior, fomentando a participação cívica, cultural e artística, reforçando a identidade e envolvimento dos jovens no concelho.

Na área da saúde, será prioridade acompanhar o funcionamento do Centro de Saúde do Cadaval e as restantes extensões, com o objetivo de melhorar as condições de atendimento e responder de forma mais eficaz às necessidades da nossa população, tendo já para o efeito uma audiência agendada com a senhora Ministra da Saúde.

Já na área da ação social, a implementação de uma linha de emergência social, para proteção e salvaguarda da segurança dos cidadãos em situação de Emergência Social.

Também colocar em funcionamento o novo depósito temporário de resíduos, promovendo a deposição seletiva e o encaminhamento para reciclagem, contribuindo para os objetivos ambientais do concelho e para a educação ambiental da comunidade.

Estas apostas refletem uma visão de futuro assente na sustentabilidade, na coesão social e na melhoria da qualidade de vida no concelho.

 

JC:  No contexto da Região Oeste, como classifica o concelho do Cadaval?

 

RP: O Cadaval é um concelho com posição estratégica na Região Oeste, situado na transição entre o distrito de Lisboa e o eixo de ligação ao distrito de Leiria, beneficiando de boas acessibilidades rodoviárias e de uma forte ligação ao mundo rural, à fruticultura, à vinha e à floresta. Trata‑se de um território com uma rede de equipamentos, serviços e associações que garantem aos munícipes uma boa qualidade de vida e um forte sentido de comunidade.

Na região, o Cadaval distingue‑se pela sua identidade rural, pelas paisagens naturais, pelo património e pelo potencial turístico ligado à natureza, à gastronomia e aos produtos locais, complementando a oferta de outros municípios do Oeste mais vocacionados para o litoral ou para a grande escala urbana. O objetivo é continuar a afirmar o Cadaval como concelho equilibrado, atrativo para viver, investir e visitar, contribuindo de forma ativa para a coesão e o desenvolvimento da Região Oeste.

 

JC:  Como tem acompanhado a principal reivindicação oestina  –  o novo hospital?

 

RP: A principal reivindicação oestina em matéria de saúde, a construção do Novo Hospital do Oeste, é acompanhada com grande atenção pela Câmara Municipal do Cadaval, na medida em que está em causa o acesso das nossas populações a cuidados de saúde hospitalares de qualidade, em tempo adequado e em condições de maior proximidade. A decisão de localização e o modelo de financiamento e gestão do futuro hospital têm impacto direto não apenas nos concelhos onde se situam as atuais unidades, mas também em municípios como o Cadaval, que dependem fortemente desta resposta regional.

O Município do Cadaval tem defendido que o processo seja célere, garantindo um hospital moderno, com capacidade adequada, reforço de valências e integração com os cuidados de saúde primários. Em paralelo, considera‑se essencial que o investimento no novo hospital seja acompanhado do reforço dos centros de saúde e unidades de proximidade existentes na região, de forma a assegurar que, para além da resposta hospitalar, os cidadãos do Cadaval continuam a dispor de uma rede de cuidados de saúde de base sólida e acessível.

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