“Apesar de serem necessárias, no mínimo, cinco composições para servir toda a Linha do Oeste, nas últimas semanas só estiveram a circular nalguns dos dias, duas composições, obrigando à supressão de diversas ligações num e noutro sentido”, afirmou a Comissão.
Segundo apontou, “apesar de a CP saber que as composições UDD não dão garantias de circulação sem avarias, insiste em as colocar em circulação, ao mesmo tempo que está a devolver à RENFE as UTD, para não ter que pagar as grandes revisões à empresa espanhola”.
“A situação agudizou-se no mês de dezembro, sendo que entre os dias 4 e 28 foram suprimidos um total de 79 comboios nos troços Santa Apolónia/Caldas da Rainha e Caldas da Rainha/Coimbra-B, ainda para mais sem qualquer transporte alternativo facultado pela CP, revelando uma manifesta falta de respeito pelos passageiros”, sublinhou.
No dia 26 de dezembro “foram suprimidas quatro ligações, no troço Santa Apolónia/Caldas da Rainha, todas em final do dia, quando se efetua o regresso dos utentes, muitos deles depois de um dia de trabalho”.
“A situação é de tal forma grave que a CP já não arrisca vender bilhetes de grupo na Linha do Oeste, face à imprevisibilidade na garantia do serviço, numa atitude de manifesta demissão para a resolução do problema com que está confrontada”, referiu.
Para a Comissão, a substituição do material circulante em serviço por combóios novos deveria ser efetuada aproveitando o período de tempo definido para as obras de modernização da Linha do Oeste.
“As obras estão a prolongar-se por um período de tempo muito superior ao inicialmente planificado e as perspetivas de entrada em circulação das novas composições continuam a ser uma incerteza”, alertou.


0 Comentários