O casal, de nacionalidade brasileira, estava no quarto da habitação, de piso térreo, na Rua do Ameal, quando sofreu a intoxicação fatal. De acordo com Nelson Cruz, comandante dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha, os soldados da paz foram acionados através do 112 às 16h58 e quando chegaram ao local depararam-se com duas vítimas em paragem cardiorrespiratória.
“Fomos acionados para duas pessoas que supostamente inalaram monóxido de carbono e encontravam-se inconscientes. Infelizmente, verificou-se o pior. Ainda assim, houve uma tentativa e esforços muito consideráveis de manobras de reanimação das equipas de bombeiros e das equipas médicas no local, que tudo fizeram para reverter a situação”, relatou.
“Encontrava-se um braseiro próximo do quarto e eventualmente foi isso que fez com que tivéssemos este desfecho trágico”, adiantou.
“A primeira coisa que foi feita foi retirar o braseiro de onde se encontrava para o exterior, ventilar e arejar toda a habitação e retirar as pessoas daquele local para fazer as manobras de reanimação”, referiu.
Após a declaração do óbito pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) das Caldas da Rainha, que contou com a colaboração da VMER de Leiria e da equipa de Suporte Imediato de Vida de Alcobaça, foi acionada a Unidade Móvel de Intervenção Psicológica de Emergência de Coimbra, para prestar apoio aos dois filhos das vítimas.
Os cadáveres foi transportados pelos bombeiros de Óbidos para o Gabinete Médico Legal do Oeste, em Torres Vedras, para a realização das autópsias.
No primeiro dia no ano não foi o único caso nas Caldas da Rainha. Pelas 00h39, na Praceta António Montez, próximo do quartel dos bombeiros, um casal, ela de 40 anos e ele de 45 anos, e a filha de 14 anos, todos de nacionalidade brasileira, sofreram uma intoxicação por monóxido de carbono supostamente com origem num esquentador, no apartamento onde vivem.
O socorro foi prestado pelos bombeiros e pela equipa da VMER, depois do alerta dado pelos próprios através do 112. Abriram a porta aos meios de socorro, tendo os três sido transportados para o hospital das Caldas da Rainha em estado considerado crítico, devido à sonolência causada pela inalação dos gases.
Contudo, antes da entrada da unidade de saúde, já estavam conscientes e a falar. Os bombeiros arejaram o apartamento com abertura de janelas.
Nelson Cruz sublinhou que “em braseiros, lareiras e outros equipamentos desta natureza deve haver sempre uma ventilação efetiva de forma a que nunca haja uma acumulação deste gás tóxico, que não se vê, que não se sente o cheiro e que leva à morte em pouco tempo”.
Foram destacados para esta ocorrência 19 operacionais, apoiados por 10 viaturas, entre elementos dos bombeiros das Caldas da Rainha e de Óbidos, do INEM e da GNR das Caldas da Rainha.



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