Praia da Nazaré interdita a banhos pela terceira vez

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Pela terceira vez este verão a praia da Nazaré está interdita a banhos devido a uma descarga de esgotos. A autarquia aponta que a imagem da vila está a ser prejudicada e aguarda que o Ministério Público investigue a sua denúncia de eventual sabotagem.

 

O entupimento do coletor de esgotos domésticos fez transbordá-los para os esgotos pluviais na Praça Dr. Manuel Arriaga, que vão desaguar no mar, na parte norte da praia da Nazaré, junto às rochas, na base do promontório.

É a terceira vez este verão que uma descarga poluente obriga a hastear a bandeira vermelha. Da primeira houve queixas de banhistas com náuseas, vómitos e diarreias, levando mais de cem pessoas que estiveram em contato com a água, por ingestão ou através das vias respiratórias, a serem assistidas em unidades de saúde. Tal como na segunda vez, agora também não há relatos porque a bandeira vermelha foi prontamente hasteada na tarde do passado domingo, quando a situação foi conhecida.

O Município da Nazaré admitiu a possibilidade de sabotagem, uma suposição baseada no facto de anteriormente a conduta de saneamento ter sido entupida com toalhas, panos de cozinha e toalhitas.

“Temos provas de que alguma coisa anormal aconteceu. Não é normal encontrarmos um embrulho tão bem feitinho de toalhas e panos de cozinha bem presos com um bom cordel. O Ministério Público que dê o seu parecer. Não podemos divulgar muito mais porque a Justiça está a fazer o seu trabalho”, manifestou Manuel Sequeira, presidente da Câmara da Nazaré.

O autarca adiantou que “temos uma empresa contratada para fazer uma auditoria profunda para perceber o que é que realmente está a acontecer, porque nós não sabemos”.

Apesar desta denúncia, a autarquia reconheceu que a falta de capacidade das condutas na altura do verão, quando a vila tem uma grande lotação, que também poderá ser agravada pela possível existência de ligações ilegais, é um problema antigo que precisa de ser resolvido, de forma a que a imagem da vila não saia prejudicada.

Manuel Sequeira afirmou que “temos uma imagem que deve ser protegida e entendo, com algum receio, que tenha sido beliscada e isso não queremos de todo”. “É uma anomalia que muito nos penaliza, é a imagem da Nazaré, conquistada ao longo de anos, que está em causa”, sustentou.

A autarquia aguarda por resultados de análises pedidas pelo delegado de saúde, para a praia ser reaberta a banhos.

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