Tarde cultural no Vau com teatro, cinema e dança

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Ao longo de várias horas, o pavilhão multiusos da Associação Recreativa, Desportiva e Cultural Vauense, no Vau, no concelho de Óbidos, foi palco, na tarde do passado domingo da sessão cultural n.º 548 organizada pela Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha em vinte anos.
Tânia Leonardo com Carlos Gaspar e Palmira Gaspar

Ao longo de várias horas, o pavilhão multiusos da Associação Recreativa, Desportiva e Cultural Vauense, no Vau, no concelho de Óbidos, foi palco, na tarde do passado domingo da sessão cultural n.º 548 organizada pela Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha em vinte anos.

O evento arrancou com a estreia, na região Oeste, da comédia musical “E Viva o Cutelo”, pelo Grupo de Teatro “Os Fidalgos da Penha”, de Lisboa, com texto, encenação e seleção musical da caldense Tânia Leonardo.

Esta peça apenas foi representada na capital e tem a produção do grupo lisboeta e do Teatro da Pessoa, associação sociocultural sem fins lucrativos fundada em 2018 e sediada em Óbidos, tendo Tânia Leonardo na direção artística. 

A Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha, encabeçada por Carlos Gaspar e Palmira Gaspar, tem um especial carinho por Tânia Leonardo e lançou-se na edição de um pequeno livro em sua homenagem. “Vou Abrir os Olhos” é uma das peças com dramatologia de Tânia Leonardo, em 2019, escrita para o Teatro da Pessoa e todo o guião consta do livro.

Seguiu-se Cinema Paraíso n.º 350, em audiovisual, com imagens e músicas de mais de 70 clássicos do cinema musical. Cinema Paraíso, de Carlos Gaspar, era um programa de rádio, que foi para o ar em 2005, a partir dos estúdios nas Caldas da Rainha da TSF. Durante nove anos foram realizados 343 programas, até ao final de 2014. A partir de 2018 passou a ser apresentado nas sessões culturais da Comunidade, em audiovisual.

Nesta sessão foram incluídas homenagens a Busby Berkeley (criador do cinema musical, em 1932, com o filme Rua 42) e a Carmen Miranda, artista lusa que foi estrela no Brasil e depois nos Estados Unidos, onde em cerca de dez anos participou em catorze filmes, sendo a única portuguesa a ter as mãos e os pés gravados no “Passeio da Fama”, em Hollywood.  Destaque ainda para duas peças  do concerto do grupo irlandês Riverdance no Teatro da Rádio City de Nova Iorque, nos primeiros anos deste século, a que assistiram mais de duas mil pessoas.

Seguiu-se a exibição do grupo de dança caldense Super Flash, dirigido pela coreógrafa Sónia Luís, com musicais do cinema, com o tema “Shake It Off”, de Taylor Swift, do musical de animação “Sing”, o tema “Ancestors”, do filme “Mulan”, e “Música no Coração”, de Julie Andrews.

O grupo, que também tem sido apadrinhado pela Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha, está prestes a celebrar o 26º aniversário, que será assinalado com o 20º Festival de Grupos de Dança na Associação Cultural, Desportiva e Recreativa Arneirense, nas Caldas da Rainha, no dia 16 de novembro, às 21h00, com entradas livres.

O Super Flash, que faz parte da associação Arneirense, tem-se dedicado aos grandes musicais do cinema, como “Fame”, “Moulin Rouge”, “O Fantasma da Ópera”, “Cats”, “West Side Story”, “My Fair Lady” e “Serenata à Chuva”.

Em 2021 deu início a um novo projeto, a Magia de Mary, com o qual se pretende levar a magia dos musicais aos mais pequenos e proporcionar uma forma diferente de dançar, mais livre e espontânea.

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