A apresentação pública do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Peniche (PMUS) decorreu ao final de tarde da quarta-feira passada, no Centro Cívico Intergeracional Professor Rogério Cação, por elementos da empresa Mobilidade e Planeamento do Território (MPT). Teve também a intervenção do presidente da Câmara, Henrique Bertino, e espaço para o público colocar perguntas.
Foram apresentadas ideias para a requalificação do espaço urbano de Peniche, tornando a cidade “mais caminhável e ciclável”. Através de slides de apoio foi dado o mapeamento das diferentes áreas de atuação.
A proposta passa por criar mais zonas de coexistência, acrescentar ciclovias, alterar sinaléticas, ter em estudo os estacionamentos em diversas áreas e requalificação de transportes públicos.
O plano é um “trabalho estratégico, guião de ações mapeadas no tempo e orçamento”, explicou Paula Teles, da MPT.
“Pretendemos que as pessoas voltem à rua, possam circular, conviver e criar dinâmicas”, destacou. “O espaço público tem de ser mais democrático”, afirmou, completando que para isso é preciso “identificar barreiras”.
Segundo fez notar, as emissões de dióxido de carbono para atmosfera a nível do planeta “tem sido um problema e nós sabemos que mais de um terço das emissões advém da mobilidade e dos transportes”.
Uma das questões colocadas foi se o plano incluía a sazonalidade da terra, tendo em conta que a mesma sofre com mais pressão no verão. Pedro Ribeiro da Silva, da MPT, respondeu que se vai encontrar no plano “o ajuste necessário para encarar as várias estações”.
Quanto ao problema de Peniche ser “um parque de autocaravanas a céu aberto”, Luís Montez perguntou qual a solução. Jorge Gorito, da MPT, afirmou que “há necessidade de dificultar e proibir o seu parqueamento de forma indiscriminada”.
“Podemos ter um espaço fora das muralhas que possa no fundo completar esse parqueamento”, sugeriu.
Luís Franco questionou quais foram as prioridades sugeridas à Câmara. “Há um conjunto de recomendações macro que foram definidas à Câmara. O plano não está fechado, estamos num momento de participação”, esclareceu Jorge Gorito, indicando que nem tudo é responsabilidade da Câmara e que existem medidas que estão no plano para a autarquia servir de “interlocutor para fazer pressão junto das entidades responsáveis”.
Henrique Bertino apontou que o plano “permite aceder a apoios comunitários para desenvolver as ideias”.
Respondendo às questões colocadas, disse que “é preciso restringir significativamente o trânsito no Baleal, revelando que “há um plano de pormenor em desenvolvimento”.
Outra prioridade é a ligação da Avenida Paulo VI à Marginal Norte, muito próximo do Santuário dos Remédios, com alterações substanciais, nomeadamente a nível de estacionamento.
No que toca a datas, o autarca sublinhou que “temos estado a planear e a pensar não no imediato, não no curto prazo, não no mandato. Temos de ter audácia, ter a capacidade de procurarmos criar equipas e contratar empresas que nos ajudam a fazer esse planeamento”.
Quanto à requalificação da Marginal Norte, aprovada por unanimidade em reunião camarária, avançou que “está em projeto de execução e a candidatura vai ser apresentada este ano”.
A Câmara Municipal disponibilizará o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Peniche nas suas plataformas online e abrirá espaço para opiniões.




0 Comentários