“Uma viagem no tempo” na 1ª Feira Medieval da Serra d’El-Rei

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A Serra d'El-Rei, no concelho de Peniche, realizou a sua 1ª Feira Medieval no cenário histórico do Paço D. Pedro I. A iniciativa decorreu durante o passado fim de semana.
Armação para os combates dos tempos medievais

A Serra d’El-Rei, no concelho de Peniche, realizou a sua 1ª Feira Medieval no cenário histórico do Paço D. Pedro I. A iniciativa decorreu durante o passado fim de semana.

O objetivo deste evento, como contou Jorge Amador, presidente da Junta de Freguesia, era abordar o tema “Amor Único de D. Pedro I e D. Inês de Castro” e “fazer uma viagem no tempo que não tínhamos feito até então”.

Esta festa, destinada aos tempos medievais, decorreu no suceder de um conjunto alargado de atividades para comemorar os 21 anos da elevação da Serra d’El-Rei a vila. A organização deste evento resulta de uma parceria estabelecida entre a autarquia e a Associação Alius Vetus.

A cerimónia de abertura contou com a banda filarmónica da localidade a tocar o tema “Amor de Pedro e Inês”, escrito pelo conterrâneo Valdemar Gomes. O presidente da Junta deixou umas breves palavras de agradecimento a todos os que tornaram possível o evento. Vítor Cabral, da Associação Alius Vetus, reforçou que “o importante é a participação das pessoas da terra”.

O brinde a marcar o início da feira foi feito com hidromel, bebida alcoólica dos tempos medievais, produzida pela fermentação do mel com água. Jorge Amador percorreu as tascas de comércio e destacou o “Amor Único”, doce tradicional da terra inspirado na história de D. Pedro I e D. Inês de Castro.

Foram cerca de 45 os animadores que participaram no evento, referiu Vítor Cabral, que indicou a presença de “grupos de renome que fazem outras feiras a nível do país”, entre os quais Espada Lusitana, Agape, Falcoaria Lusitana, Cavaleiros do Ribadouro, Grupo de Danças Antigas de Alhos Vedros, Companhia de Dança Oriental Al-Nawar e Marsuppianee, que permitiram um “leque diversificado de animação”.

Jorge Amador revelou que esta feira medieval tinha como finalidade “abrir as portas do Paço a todos aqueles que não conheciam este espaço”, sublinhando que era um local que estava fechado há muito tempo e que por isso precisava de uma reabilitação. Afirmou que foi o que a autarquia fez: “Foi isso que aconteceu, fizemos aqui uma grande intervenção e transformámos este espaço”.

O autarca pensou no evento como “um momento de confraternização com tasquinhas e animação”, que faria todo o sentido ser ali porque era o local de onde D. Pedro I saía para se encontrar com D. Inês de Castro.

O objetivo foi também “explorar a parte medieval da Serra d’El-Rei”, para promoção da freguesia. “Não queremos concorrência com ninguém, porque cada um tem o seu espaço, cada um tem o seu momento de iniciativa. Fizemo-lo conscientes de que há espaço para a nossa e para todas as feiras, acima de tudo há espaço para abrir as portas a todos aqueles que gostam deste tipo de iniciativas culturais”.

No Paço D. Pedro I, mandado edificar em 1318, para além de D. Pedro I, viveram alguns dos reis medievais portugueses, como D. Fernando, D. João I, D. Duarte e D. Afonso V, acompanhados das respetivas cortes.

Consta que D. Pedro I, a coberto da noite, fazia o caminho do Paço Real até aos territórios das Cesaredas para se encontrar com D. Inês de Castro. De forma a despistar eventuais espiões reais, o então infante mandava ferrar a sua montada com as ferraduras ao contrário.

D. Pedro I tornou-se o oitavo rei de Portugal em 1357, após o falecimento do seu pai. D. Inês de Castro foi aclamada Rainha de Portugal já após a sua morte. Vítor Cabral sustentou que o Paço Real “é muito atrativo e tem todas as condições para se fazer aqui um evento muito agradável”. O desejo é que para o ano se repita a iniciativa.

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