Ricardo Fernandes, presidente da Câmara Municipal do Bombarral
Jornal das Caldas: Estamos a meio deste mandato na presidência da Câmara Municipal do Bombarral. O que destaca do trabalho realizado?
Ricardo Fernandes: Este mandato tem-se destacado essencialmente por uma maior e mais eficaz ação nos domínios da ação social e da educação e no fecho dos projetos financiados no âmbito do Portugal 2020. Enquanto se encerrava um ciclo de financiamento europeu, houve que se iniciar as negociações para o ciclo seguinte, – o Portugal 2030, no qual temos contratualizados mais de 6 milhões de euros em Fundos Europeus, que irão corresponder a quase 8 milhões de investimento. Paralelamente, e no sentido de corresponder à crescente crise habitacional, temos desenvolvido trabalho para, com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), construir habitação.
Jornal das Caldas: Quais as perspetivas para a parte final do mandato?
Ricardo Fernandes: Ainda no decorrer deste ano esperamos abrir a Loja do Cidadão do Bombarral, o Núcleo Interpretativo da Batalha da Roliça (na Columbeira) e o renovado Museu Municipal, no Palácio Gorjão. Esperamos, também, iniciar as obras de reconversão da antiga escola do Vale Covo em creche, bem como a construção de novas salas nos Jardins de Infância do Vale da Várzea e Quinta de Santo António.
Estamos com os projetos em desenvolvimento para a fase de implementação da Quinta da Ciência Viva da Pera Rocha nas antigas instalações do Instituto da Vinha e do Vinho, finalizada que está a primeira fase que consistiu na recuperação dos edifícios. Assim como estão a ser elaborados os projetos de execução relativos à criação de soluções habitacionais para o Município, designadamente a construção de 40 fogos, no centro da vila, para alugueres com rendas a custos controlados, para além da construção de habitação para suprir as situações de habitação indigna identificadas na Estratégia Local de Habitação.
Jornal das Caldas: O que falta realizar, o que gostava de ter feito e ainda não fez?
Ricardo Fernandes: Espero ainda fazer ou pelo menos iniciar a construção dos novos armazéns, assim como implementar um projeto de eficiência energética no edifício dos Paços do Concelho. Também, ainda, espero que consigamos avançar no âmbito da modernização administrativa e desmaterialização de processos.
Jornal das Caldas: Qual é o ponto da situação em relação ao Novo Hospital do Oeste?
Em relação à temática do Hospital apenas quero relembrar que se passaram anos até se conseguir que um Governo tomasse uma decisão. E essa decisão foi fundamentada num estudo feito por uma entidade independente, a Nova IMS, o qual foi encomendado pela OesteCIM, com a anuência de todos os presidentes de Câmara. Terminado o estudo, o mesmo foi entregue ao senhor ministro da Saúde. O senhor ministro nomeou um grupo de trabalho para analisar o relatório produzido pela Nova IMS.
Em sequência, em reunião com os autarcas do Oeste que teve lugar a 27 de junho de 2023, afirmou que, de acordo com os estudos e análises obtidas, a melhor solução para a construção do novo hospital seria o terreno que o Município do Bombarral disponibilizou para o efeito, a Quinta do Falcão.
A partir daí, o Ministério da Saúde decide lançar um outro estudo para enquadrar o melhor modelo de financiamento do projeto, e entretanto o Governo muda. O que não é expetável, nem aceitável, é que a decisão também mude. Não podemos estar sempre a voltar à estaca zero. O Oeste é dos territórios mais mal servidos do ponto de vista da assistência hospitalar e não pode permanecer assim indefinidamente, por falta de uma unanimidade que nunca vai existir, no que respeita à localização.




0 Comentários