Mural comemora os 50 Anos do 25 de Abril e questiona papel das escolas

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Uma homenagem ao 25 de Abril e, ao mesmo tempo, uma forma de questionar o papel da escola e da sociedade na formação dos jovens, é o objetivo do mural “Janelas da Liberdade”, inaugurado a 13 de junho na escola secundária Rafael Bordalo Pinheiro.

Uma homenagem ao 25 de Abril e, ao mesmo tempo, uma forma de questionar o papel da escola e da sociedade na formação dos jovens, é o objetivo do mural “Janelas da Liberdade”, inaugurado a 13 de junho na escola secundária Rafael Bordalo Pinheiro.

O mural foi pintado na Sala de Processos do agrupamento, mas as janelas físicas que estão incorporadas vão estar em itinerância por vários locais. O primeiro lugar da exposição será o Bazar à Noite, que terá lugar no dia 22 de junho.

Em constante evolução, o mural inclui uma lista aberta de locais em conflito armado em 2024 e um código QR que dá acesso a uma pasta com evidências do processo de construção do mural e materiais adicionais para consulta, que qualquer pessoa pode ajudar a completar.

Apresenta uma reflexão histórica, iniciando-se com o período do Estado Novo, destacando a censura e a opressão sentidas sob a ditadura de Oliveira Salazar.

As figuras metafóricas de seres fantasmagóricos, representando a censura, evoluem para pássaros inicialmente engaiolados, que depois de se libertarem simbolizam a esperança e a resistência.

As janelas físicas incorporadas no mural simbolizam a transição para a liberdade, que começou com a tentativa de golpe militar do 16 de março, nas Caldas da Rainha, e culminou com a Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, derrubando a ditadura de forma pacífica.

Para além disso, o mural destaca conquistas subsequentes, como o acesso à educação pública e a luta contínua pela igualdade de género.

Esta é uma forma celebrar o cinquentenário do 25 de Abril e provocar um debate sobre a liberdade e o papel da democracia na sociedade atual.

Trata-se de um projeto colaborativo que teve início com três turmas do 9º ano e do grupo “Promotores da Cultura”, sob a orientação da professora Ana Maymone, em parceria com a artista residente Amábile Bezinelli e do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escola.

Participaram ainda no projeto os professores Cecília Correia (coordenadora do Projeto Cultural de Escola no âmbito do Plano Nacional das Artes) e Luís Militão.

Após debates com os alunos sobre o significado da liberdade, o projeto evoluiu para abordar questões provocadoras e promover debates críticos, em torno do tema.

Entretanto, o mural passou a envolver toda a comunidade escolar, incluindo alunos de vários anos e cursos, professores e funcionários, que contribuíram com sugestões, reflexões críticas e execução gráfica.

A inauguração contou com a participação dos professores de história Rute Carvalho e Rui Correia, e ainda de Matilde Malheiro, do Museu da Resistência em Peniche. Os convidados conversaram sobre a liberdade como uma luta constante.

Na cerimónia houve uma performance criada por alunos do 7º ano, que interagia com as janelas do mural.

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