Irene Martinho era uma estudante da Escola Secundária Raul Proença que não sabia qual o seu próximo passo académico: “Tudo começou no meu último ano, onde a minha professora me falou de uma oportunidade com a “OK Estudante”, que ajudava alunos a ir estudar para o estrangeiro. Eu na altura estava super confusa, não sabia o que havia de escolher, que curso queria seguir”.
Pensou em marketing, psicologia, ciências forenses e medicina. Acreditava que psicologia podia ser um caminho muito interessante e no evento da OK Estudante entendeu as vantagens de estudar fora do país. “Em Inglaterra o sistema de ensino permite-te combinar duas áreas completamente distintas”, relatou.
Escolheu psicologia e neurociência e partiu à descoberta de Essex, indo pela primeira vez sozinha para fora do país: “As minhas principais dificuldades foram ir praticamente sozinha, embora tenha tido o meu namorado ao meu lado, e não ter o apoio dos pais naquele momento foi muito difícil e aconteceu tanta coisa”.
Enganou-se nos comboios, ficou sozinha no meio de Londres sem saber para onde ir e sem ninguém que a pudesse orientar: “São situações que te põem fora da zona de conforto e te fazem crescer. No final do dia eu é que tinha de perceber como me tirar a mim própria dessa situação”.
Tinha 18 anos. Através do estudo da psicologia positiva descobriu como lidar com os seus sentimentos e qual o caminho a seguir no meio do controlo das emoções. Decidiu seguir este caminho porque considerava as Caldas da Rainha uma cidade pequena e precisava de algo maior. Uma das opções que eu tinha era ir estudar para Lisboa, mas mesmo assim não era o suficiente como eu queria, eu queria sair da minha zona de conforto de uma forma extrema”, recordou. Acreditava também que existia muita gente a seguir este curso e que tinha de se diferenciar de alguma maneira: “Se for para fora, é uma mais valia ter este curso, torna-me uma candidata diferente”.
Acredita que é importante conectarmo-nos com o que realmente queremos para descobrir qual o caminho que devemos seguir.
Todos os desafios que foram surgindo na vida de Irene apenas lhe lembraram o porquê de querer ir para fora e a psicologia positiva surgiu de uma forma muito natural e espontânea: “Achava que queria a psicologia infantil, do desenvolvimento, ajudar crianças e adolescentes e acabei por descobrir que não era a área que queria seguir”.
Além de psicóloga, é criadora de conteúdos digitais com um blogue e um canal de YouTube com conselhos de psicologia e formas de experienciar uma vida mais feliz. “Especializei-me em psicologia positiva porque é uma parte diferente da psicologia. A psicologia tradicional foca-se naquilo que pode ser corrigido, a psicologia positiva foca-se em como melhorar a tua vida”, referiu.
A filosofia de Irene é de mudança para melhor e práticas positivas para uma vida mais feliz. “Eu quero passar uma mensagem positiva, quero mostrar às pessoas que elas podem tomar controlo da sua vida. Nós temos o poder para transformar a nossa realidade através de hábitos positivos, através de pequenas coisas que nos tragam felicidade”, manifestou.
“Se estás infeliz na tua vida tu consegues tomar controlo da tua realidade e da tua vida”, acredita a psicóloga.
É possível encontrar conteúdos de Irene Martinho no seu Instagram (irene.martinho) e adquirir sessões de coaching 1-1, uma newsletter com conteúdos de psicologia positiva e posts recorrentes da psicóloga.




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