Henrique Fialho e Mariana Reis em tarde de poesia

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A Sala de Exposições do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha foi o local escolhido para recordar grandes poetas na tarde de 25 de fevereiro.
Evento na Sala de Exposições do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha

A Sala de Exposições do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha foi o local escolhido para recordar grandes poetas na tarde de 25 de fevereiro.

O «Diga 33 – Da Obra-de-Arte ao Ombrear-te» começou com um agradecimento especial a todos os presentes por parte de Henrique Fialho, dinamizador do evento. O escritor indicou que a exposição “Aleppo/Estrela Vermelha, de José Maria Bustorff”, proporcionada pelo Teatro da Rainha e com entrada gratuita ao público até dia 30 de março, foi a primeira razão para aquele encontro.

A segunda razão foi a presença de Mariana Reis, atriz do Teatro da Rainha, com um gosto particular por poesia, e que integra o espetáculo «Às duas da manhã», encenado por Fernando Mora Ramos, com estreia marcada para 7 de março.

Mariana começou por declamar “Carta aos meus filhos pelo fuzilamento de Goya”, de Jorge Sena, nas costas do público, caminhando do lado direito da sala.

Quando questionado relativamente à escolha dos poemas para apresentar, o escritor indicou que “a escolha teve a sustentá-la o meu gosto pessoal e subjetivo. Amanhã seriam outros, certamente. E depois de amanhã outros seriam”.

Esta exposição foi parte integrante do evento não só pelo ambiente que se criou, mas também a ligação com os quadros ao longo da tarde.

“Os quadros estão lá e devem ser vistos, devem ser escutados, são também eles poemas. Claro que há temas nos quadros que sugerem certos poemas, como o primeiro que lemos sobre os fuzilamentos de Goya. E há pintores referidos nos poemas que surgem na pintura de José Maria Bustorff, como Van Gogh, por exemplo. A ideia é criar encontros entre as imagens da palavra poética e os sons da linguagem pictórica”.

Foram apresentados poemas de Sophia de Mello Breyner Andersen, Carlos de Oliveira e Mário Cesariny.

Aquando da declamação de Henrique de um poema, Mariana complementou a apresentação com o lançamento de cartas para o ar. A este apontamento dramatúrgico, assim como tantos outros ao longo da apresentação, Henrique explicou que “são formas de estabelecer relações entre as palavras e os gestos. Não interessa tornar explícito, interessa apelar à imaginação oferecendo elementos que permitam conexões espontâneas”.

Seguiram-se poemas de António Ramos Rosa, José Ricardo Nunes, Ruy Belo, Luísa Neto Jorge, entre outros e o evento terminou com a leitura de um poema por parte de Margarida Araújo, que se encontrava no público.

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