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Imprensa regional exige transparência com fundos comunitários

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A Associação Nacional de Imprensa Regional (ANIR) pediu a revogação da lei que acaba com a publicação obrigatória dos fundos comunitários nos jornais, exigindo “transparência total na gestão” das verbas europeias.
Aplicação de fundos comunitários deve ser publicada nos jornais, defende a ANIR

A Associação Nacional de Imprensa Regional (ANIR) pediu a revogação da lei que acaba com a publicação obrigatória dos fundos comunitários nos jornais, exigindo “transparência total na gestão” das verbas europeias.

“A decisão de não publicitar nos jornais de proximidade os avisos e investimentos com apoios comunitários nos respetivos concelhos onde vão ser executados, fere o que deve ser uma prioridade do Estado de fazer chegar esta informação aos cidadãos, contrariando com esta decisão a transparência e o escrutínio a que devem estar sujeitos os atos públicos”, sustentou a ANIR.

“Sobretudo nas regiões menos urbanas, o jornal local ainda é o único meio eficaz para essa publicitação, num país que o próprio estado reconhece que uma considerável parte da população é alheada da internet”, adiantou.

Assim, “a lei 5/23 deve ser revogada por não corresponder à realidade do país. O conhecimento dos atos relativos aos fundos europeus deve continuar a estar nos jornais regionais e locais dos concelhos onde os projetos se desenvolvem”.

“A transparência da gestão dos fundos comunitários obriga a publicitar os projetos na imprensa de proximidade”, vincou a ANIR.

“A imprensa regional e local tem um papel insubstituível e faz chegar a informação a tantos milhões de portugueses. Fazer passar a ideia de que a imprensa regional e local é dispensável nas regiões que serve, para fazer chegar informação aos cidadãos, é uma ideia desfasada da realidade do país e só pode ser tomada por quem a desconhece, é que são um punhado de políticos que teimam em desconhecer ou desprezar a imprensa de proximidade, as suas raízes e tradições e o seu relevante papel nas comunidades que heroicamente serve”, manifestou a associação, que vai procurar sensibilizar os vários órgãos de soberania para esta situação.

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