Proprietários do Oeste contestam medidas do Governo para o Alojamento Local

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Os empresários do Oeste, organizados em torno da preocupação sobre os impactos na economia local das medidas anunciadas pelo Governo para o Alojamento Local (AL), estão a mobilizar-se para a concentração que vai ocorrer no dia 30 de março em Lisboa.
Proprietários de AL do Oeste estão a mobilizar-se para uma concentração no dia 30 de março

Os empresários do Oeste, organizados em torno da preocupação sobre os impactos na economia local das medidas anunciadas pelo Governo para o Alojamento Local (AL), estão a mobilizar-se para a concentração que vai ocorrer no dia 30 de março em Lisboa.

Estes empresários temem o encerramento imediato de grande parte dos estabelecimentos de AL, bem como a falência de inúmeras atividades relacionadas, tais como lavandarias, limpezas, transportes (rent-a-car, TVDE, táxis, transferes), animação turística, restaurantes, bares e pequeno comércio local. 

Segundo comunicado enviado ao JORNAL DAS CALDAS, são, na sua maioria, “particulares ou micro empreendedores preocupados com medidas que podem ditar o arrastamento de muitas famílias para o desemprego, cuja única fonte de rendimento será comprometida e depende de um setor tão importante como o turismo para a região Oeste”.

Basta a “dupla-tributação, designada por contribuição especial sobre os estabelecimentos de AL (CEAL), para ter um impacto ruinoso, estimando-se cerca de 3.000 euros para um apartamento de 50 metros quadrados e cerca de 18.000 euros para um Hostel com 300 metros quadrados”.

“Esta penalização dita desde logo o fecho da maioria dos AL face ao valor exigido poder ser superior ao próprio lucro”, refere. “Dar poder aos condomínios para encerrar os AL existentes sem qualquer motivo concreto e sem qualquer mediação camarária é outra medida com um potencial arrasador”, acrescenta o documento.

Segundo informação enviada, no Oeste existem 6.678 AL, que correspondem a 62% da oferta de camas e que se estima gerarem 68 milhões de euros em receitas provenientes das dormidas. Este valor corresponde a 25% de um total de receitas estimado em 272 milhões de euros em contributos diretos para a economia local através do turismo da região”.

Têm decorrido ao longo das últimas semanas diversos contactos com entidades do poder local, nomeadamente presidentes das autarquias, instituições de formação e ensino superior nas áreas do turismo, bem como com empresários das diversas atividades com relação direta ou indireta a este setor do turismo, em que se partilharam “as preocupações sobre os efeitos nas famílias e a destruição do seu emprego, bem como nas empresas locais, fruto da perda significativa prevista das suas receitas”.

Estes empresários criaram ainda um grupo WhatsApp designado por “AL Oeste”, onde promovem regularmente reuniões online e ações de sensibilização para “as consequências desastrosas das medidas propostas pelo Governo contra o AL”. Fazem um apelo a que outros empresários se juntem ao grupo através do endereço https://chat.whatsapp.com/CG5r7252WFJEKV9yF4Ft9J.

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