População manifesta-se contra falta de médicos

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Perto de uma centena de residentes em Valado dos Frades, na Nazaré, manifestou-se no passado sábado contra a falta de médicos no Centro de Saúde, insurgindo-se pelo facto de desde há um ano só existir um profissional de saúde. Os substitutos apenas permanecem escassos dias, o que é insuficiente e deixa metade da população sem assistência.
Concentração junto ao Centro de Saúde de Valado dos Frades

Perto de uma centena de residentes em Valado dos Frades, na Nazaré, manifestou-se no passado sábado contra a falta de médicos no Centro de Saúde, insurgindo-se pelo facto de desde há um ano só existir um profissional de saúde. Os substitutos apenas permanecem escassos dias, o que é insuficiente e deixa metade da população sem assistência.

As queixas são muitas, porque o acesso aos cuidados de saúde está em causa. Há habitantes de Valado dos Frades que dizem não conseguir ter assistência médica e que está fora de questão terem de percorrer quilómetros para ir a outro centro de saúde.

“A maior parte da população é idosa e não tem transportes para ir a Alcobaça ou à Nazaré. É preciso um médico urgentemente”, manifestou Floripes Mendes.

Desde há um ano que passou só a existir um médico em permanência, que não é capaz de dar conta de todas as solicitações.

“O que está em falta é o meu médico de família. O que está cá é de outros utentes e temos de andar a ver se ele consegue arranjar vaga. É muito complicado”, disse Daniel Almeida.

A Junta de Freguesia de Valado dos Frades organizou esta ação de protesto na rua porque a situação se tornou insustentável.

O presidente da junta, Samuel Oliveira, contou que “há cerca de um ano perdemos um dos médicos fixos e praticamente metade da população está sem médico de família”.

“No mês de dezembro tivemos um médico substituto durante quatro dias, em janeiro uma médica esteve duas horas e meia, em fevereiro não tivemos e em março um médico virá uma vez por semana. É insuficiente. Temos pessoas à espera de consulta de médico de família há mais de um ano”, relatou o autarca.

O Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte alega que os concursos para preencher vagas em várias unidades têm ficado desertos, e que a alternativa provisória é ir colocando médicos substitutos durante alguns dias, mas é uma solução que na prática não está a dar resposta às populações.

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