Presidente da Câmara de Torres Vedras encontrado morto em casa

Francisco Gomes

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O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, foi encontrado morto na tarde da passada segunda- feira na sua habitação, na freguesia de Turcifal. O alerta foi dado pelas 15h25, estando as circunstâncias da morte a ser investigadas pela Polícia Judiciária, mas não existindo sinais de violência não terá havido intervenção de terceiros e a hipótese de homicídio estava praticamente posta de lado.
Carlos Bernardes, de 53 anos, ia de novo concorrer pelo PS às eleições em outubro

O cadáver foi descoberto no quarto, com um golpe de arma branca no pescoço. A faca estava ao lado do corpo quando a GNR

local constatou o óbito.

Carlos Bernardes, de 53 anos, ia de novo concorrer pelo PS às eleições em outubro e tinha já uma lista definida, com o slogan

“Torres Vedras, a Nossa Terra!”.

Funcionário público desde 1988, foi secretário da Junta de Freguesia do Turcifal, de 1989 a 1997, adjunto e secretário do

Gabinete de Apoio Pessoal ao presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, de 1994 a 1997, e vereador do Pelouro do

Turismo da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço, de 1997 a 2001.

Na Câmara de Torres Vedras foi vereador dos Pelouros de Ambiente e Serviços Urbanos, de 2003 a 2005, e vice-presidente

de 2005 a 2015, assumindo a presidência quando Carlos Miguel saiu para o Governo.

Licenciado em gestão de empresas turísticas e hoteleiras, era pós graduado e doutorado em turismo.

Era casado e tinha um filho.

Primeira reação

A primeira reação à morte tornada pública foi de Duarte Pacheco, seu adversário político nas próximas eleições. “Estou

estupefacto. Há notícias que preferia nunca receber!”, declarou o candidato do PSD à Câmara na rede social Facebook.

“A minha primeira palavra é de profundo pesar pelo acontecimento e envio sinceras condolências à sua família, ao Partido

Socialista e à autarquia de Torres Vedras. Mantínhamos uma relação de respeito e amizade, tendo sido a primeira pessoa a

quem liguei para o informar da minha candidatura a Torres Vedras. Um dia voltaremos a estar juntos, a trocar argumentos, a

concordar e a discordar, mas sempre com o respeito que construímos e preservamos”, manifestou.

Luto municipal e intermunicipal

O executivo da Câmara de Torres Vedras endereçou “as mais profundas condolências à família” e declarou, a partir de

segunda-feira, o cumprimento de cinco dias de luto municipal.

A Comunidade Intermunicipal do Oeste declarou três dias de luto intermunicipal, a contar desde segunda-feira.

Em comunicado é prestada homenagem a um autarca que “com o seu empenho, dedicação e determinação, trabalhou

afincadamente em prol da promoção, defesa e desenvolvimento do Oeste, sendo uma enorme perda para a região e para o

país”.

O Partido Socialista lamentou a morte numa nota de pesar: “É com profunda tristeza que o Partido Socialista recebe a notícia

da morte prematura do nosso camarada. Todas as mortes são vãs, mas uma morte de uma pessoa tão jovem, entristece-nos a

todos por demais. A Direção Nacional do Partido Socialista manifesta as suas mais sentidas condolências à família, em

especial à mulher e ao filho”.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa enviou as “mais

profundas e sentidas condolências” à família do presidente da Câmara.

“O Presidente da República recebeu com enorme consternação a notícia inesperada da morte do presidente da Câmara

Municipal de Torres Vedras e envia à família enlutada, nesta hora difícil, as mais profundas e sentidas condolências, que

estende a todo o Município de Torres Vedras”, pode ler-se.

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