Oeste acolhe projeto-piloto de “região inteligente”

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
A primeira “região inteligente” do país vai ser criada na Comunidade Intermunicipal do Oeste (CIM Oeste), consistindo numa plataforma analítica através da qual será possível compreender a interação das pessoas, que vivem, trabalham ou visitam este território, com base nos dados do registo e utilização dos pontos de acesso Wi-Fi.
Será criada uma plataforma analítica através da qual será possível compreender a interação das pessoas, que vivem, trabalham ou visitam este território

Por exemplo, será possível conhecer o número e caraterísticas de pessoas em eventos e locais, distinguir entre visitantes novos e recorrentes, estabelecer horas de ponta, traçar padrões de deslocação, marcar pontos de interesse, permitindo disponibilizar uma aplicação que melhora a experiência de quem visita a comunidade intermunicipal tirando partido do cruzamento de dados.

A iniciativa, desenvolvida pela Nova Information Management School (Nova IMS), da Universidade Nova de Lisboa, e pela CIM Oeste, terá um investimento total de 999.843 euros, cofinanciados em 57% (569.410 euros) pelo Fundo Social Europeu.

O potencial de retorno económico é calculado em 533.000 euros em 2021 e 2022, considerando a automatização de processos, cuja informação é atualmente recolhida de forma manual, poupanças com a deslocação aos municípios para esclarecimento de questões, redução da despesa com custos médios de comunicações móveis, entre outros.

O projeto piloto arranca no território constituído pelos municípios de Alenquer, Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras, Peniche, Nazaré, Caldas da Rainha, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Óbidos, Bombarral e Cadaval.

Terá a duração de dois anos, período após o qual a plataforma Smart Region ficará disponível para ser replicada em todo o território nacional, incluindo Madeira e Açores.

Miguel de Castro Neto, subdiretor da Nova IMS, sublinha que “as capacidades que a tecnologias oferecem hoje de capturarmos gigantescas quantidades de dados lança o desafio de serem criadas as capacidades analíticas para promover a sua conversão em informação e, assim, passarem a ter valor para os processos de tomada de decisão, para a criação de novos produtos e serviços e para uma cidadania mais ativa e participada”.

Para o especialista é “essencial dotar o território nacional e órgãos de soberania, locais, regionais e nacionais, de ferramentas que permitam uma tomada de decisão baseada em dados fidedignos”.

Pedro Folgado, presidente da CIM Oeste, adianta que “o processo de criação de redes de Wi-Fi público municipal gera a oportunidade de, pela primeira vez, os municípios serem os ‘donos’ dos dados necessários para o desenvolvimento do território”.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós

Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.

foto barroso

Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista

Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.

16 cut1