Teatro da Rainha regressa com sessão de “Diga 33”

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“É no dia 2 de junho que começamos a desconfinar”, anunciou o Teatro da Rainha, que terá uma sessão excecional de “Diga 33”. Esta reabertura será às 21h30, na sua sala estúdio, junto à Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha.
Imagem dos livros que irão ser falados

“Já se percebeu que o processo de o fazer não é o de fazer uma vez só, como num mergulho. Pelo contrário, será tacteante, a medir resistências, medos e receios próprios e fazendo como os navegadores na cabotagem, tomando o pulso aos perigos a par e passo, na rota colada à linha litoral que se vai divisando melhor ou pior, consoante nevoeiros, confusões e horas da luz — a real e a mental”, comentou a companhia teatral, adiantando que “este parece ser o caminho mais capaz de realizar a mudança, isto é, de abrir de novo o espaço comunitário à comunidade, agora com a consciência aguda de que a dimensão pública das nossas ações, manifestação e essência das liberdades práticas da liberdade política geral são, em si, atos de libertação”. “Vamos desconfinar com regras, racionais e cumprir as distâncias que nos protegem segundo os entendidos, além de usar as aconselhadas máscaras e viseiras, e o gel”, revelou.

O “Diga33”, programado pelo poeta e ensaísta, ativista divulgador da poesia em língua portuguesa, Henrique Fialho, já reuniu dezenas de poetas e pensadores da literatura ao longo de três anos. Desta vez a sessão será dedicada à coleção de peças de teatro do Teatro da Rainha — que vai no seu quinto livro e na sua décima peça.

São abordadas obras de Beckett, Pirandello,Martin Crimp, Sarrazac e George Tabori. A sessão será animada e conduzida por Henrique Fialho e participarão Isabel Lopes, Fernando Mora Ramos e Carlos Borges.

É obrigatória a reserva prévia dos lugares. A lotação será de um terço da sala – cerca de 20 lugares – respeita os dois metros de distância.

O Teatro da Rainha informou entretanto que iniciou os ensaios de “O discurso do filho da puta”, de Alberto Pimenta, para estreia em 24 de Junho, numa realização coral conjunta de Miguel Azguime e Fernando Mora Ramos, realização cénico-musical, com a participação dos coristas performers Cibele Maçãs, Marta Taveira, Nuno Machado e Fábio Costa, neste caso desenvolvendo a lógica implícita a um quarteto instrumental de vozes e timbres.

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