Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, Sandra Santos, da direção pedagógica disse que no dia em que a creche voltou a abrir portas notou “algum desconforto em dar este passo, o que é perfeitamente legítimo”.
No entanto, assegurou que a escola está “preparada para receber as crianças, tendo montado um plano de acordo com as orientações dadas e com outras que julgámos pertinentes”.
Algumas famílias optaram por enviar os filhos em meio horário, com a intenção de fazer um regresso gradual neste mês de maio. “Para nós o importante é que as famílias se sintam confortáveis e cá estaremos para ajudar”, salientou a diretora pedagógica.
No ensino secundário apenas “três alunos não compareceram e as aulas decorreram de forma muito positiva, dentro desta nova “normalidade”.
Os alunos respeitaram “todas as medidas e o primeiro professor da manhã descreveu o regresso como um primeiro dia de aulas”.
“Fizemos formação, desinfeção, reformulámos o plano de contingência, enviámos os procedimentos aos alunos, pais, professores e funcionários e reformulámos horários”, explicou Sandra Santos.
No final desta semana o Colégio Rainha D. Leonor vai avaliar as medidas e os procedimentos e ver se será necessário fazer algum ajuste. “Os alunos que não frequentam as aulas têm acesso às mesmas por videoconferência, em direto. Consideramos que nenhum aluno deve sair prejudicado pela decisão tomada”, assegurou a responsável.
Quanto a rumores que o Colégio poderá no próximo ano letivo ter turmas do 5º ano com contrato de associação, como forma de conseguir dar o distanciamento suficiente nas salas de aula aos alunos do concelho, Sandra Santos afirmou que “há dois anos que há muita especulação relativamente às turmas, pois é cada vez mais evidente que as escolas do concelho atingiram (e algumas ultrapassaram) a sua lotação máxima”.
“Este ano voltamos a ouvir isso, mas não temos qualquer informação oficial a esse respeito e, portanto, estamos a planificar o ano nos moldes habituais”, revelou.
No entanto, não acredita que “haja uma diminuição significativa do número de alunos por turma, devido a todas as implicações subjacentes (orçamento do Estado e rutura de lotação das escolas)”.
“Parece haver alguns indícios de que possam ser adotado outro tipo de medidas, como haver um regime misto no próximo ano, isto é, haver anos/turmas a frequentarem a escola parcialmente em regime presencial/à distância”, informou.




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