Obra sobre prisioneiros de guerra apresentada na Fortaleza de Peniche

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Tendo-se assinalado, em novembro de 2019, o centenário da libertação do contingente de prisoneiros alemães e austro-húngaros aprisionados na Fortaleza de Peniche durante a Primeira Guerra Mundial, o Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, foi palco no passado sábado da apresentação da obra “Depósito de Concentrados Alemães na Ilha Terceira - A História de uma reclusão forçada”, da autoria de Sérgio Rezendes.

Tal como a Fortaleza de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo na Ilha Terceira, também a Fortaleza de Peniche recebeu, entre os anos de 1916 e 1919, um importante contingente de prisioneiros alemães e austro-húngaros, interligando-se deste modo a história de ambas as fortificações.

A 23 de fevereiro de 1916, pressionado pelo governo britânico, Portugal abandona a neutralidade na Primeira Guerra Mundial, apresando 72 navios alemães e austríacos que se encontravam em Lisboa e noutros portos coloniais. Para além dos tripulantes e passageiros das embarcações, também os súbditos desses países em idade militar, residentes em Portugal e nas colónias, seriam confinados em campos de concentração criados para o efeito.

São criados Depósitos de Concentrados ou de Internados em Angra do Heroísmo (Açores), Lourenço Marques (Maputo), Macequece, ambos em Moçambique, e em Peniche. O Depósito de Concentrados de Peniche recebeu 180 prisioneiros, maioritariamente tripulantes de navios apresados, mas também várias famílias. A detenção prolongou-se por quase um ano após a guerra ter terminado, aguardando as resoluções do Tratado de Versailles. Os concentrados de Peniche são finalmente libertados em novembro de 1919.

Sérgio Rezendes, mestre em Património, Museologia e Desenvolvimento e doutor em História Insular e Atlântica (séculos XV-XX) pela Universidade dos Açores, foi subdiretor do Museu Militar dos Açores, tendo também passado pelo Museu Militar de Lisboa e Arquivo Histórico Militar.

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