APAR resolve polémica na direção elegendo novo presidente

Francisco Gomes

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A APAR – Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso, com sede nas Caldas da Rainha, reuniu, em assembleia geral, no passado sábado, para eleger os novos corpos gerentes. Esta eleição ficou a dever-se à demissão (aceite por unanimidade) da ex-presidente, Maria do Céu Cotrim, na véspera de uma assembleia geral extraordinária que tinha sido convocada com o fim de a destituir.
Dino Barbosa, advogado com escritório em Lisboa e Rio Maior, é o novo presidente

Nestas eleições foram eleitos Francisco Coutinho, para presidente da mesa da assembleia geral, Dino Barbosa, para presidente da direção (onde Vítor Ilharco continua como secretário-geral), e Diniz da Silva para presidente do conselho fiscal. Cândido Ferreira tomou posse como presidente do conselho consultivo.

Nesta Assembleia-Geral foram analisados os problemas enfrentados, recentemente, pela associação, nomeadamente uma eventual queixa que teria sido apresentada pela ex-presidente, e por um ex-vogal suplente, João de Sousa, contra o secretário-geral da APAR, que, segundo o Correio da Manhã teria a ver com “dinheiro e um convite ao dr. Isaltino Morais”.

O conselho fiscal emitiu um comunicado esclarecendo que “a gestão não compete ao secretário-geral e não foi detetada qualquer ilegalidade na gestão, sendo que as verbas da associação são tão ridiculamente baixas que custa a entender tal insinuação”.

Segundo o conselho fiscal, “as contas foram, recentemente, aprovadas em assembleia geral, em relação ao secretário-geral há, no balancete, a indicação de que teria a receber, no final de 2018, a quantia de 829 euros, relativos a pagamentos, por si feitos, em artigos destinados à APAR, valor que, entretanto, aumentou devido ao pagamento de diversas pequenas quantias”. Contudo, “o secretário-geral informou o conselho fiscal, há muito, que prescinde de ser ressarcido dessas verbas”.

Cândido Ferreira, que tinha sido mandatado pela assembleia geral para levar a cabo um inquérito que pudesse ser esclarecedor do que se passara, afirmou que “não encontrei quaisquer indícios de ilícitos financeiros mas, antes pelo contrário, um desempenho de cidadania exemplar por parte de todos os implicados”.

De acordo com Cândido Ferreira, em relação ao convite efetuado a Isaltino Morais, o mesmo foi convidado pela então presidente da direção, pelo secretário-geral e pelo vogal (suplente) da direção, a aceitar o título de “sócio honorário” tendo sido, posteriormente, marcada pela ex-presidente uma reunião de direção para ratificar tal proposta.

Foi aprovado por unanimidade um voto de confiança ao secretário-geral.

A associação luta pela dignificação do sistema prisional e pela reabilitação e reintegração dos cidadãos em reclusão.

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